quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ao som de Suzanne Vega

Passei o dia inteiro ouvindo Luka, de Susanne Vega. Era tema de alguma novela da Globo. Não lembro qual. Mas é uma antiga, porque me leva de volta aos meus 9 anos de idade. Impressionante como tudo o que remete à minha infância, é exatamente na época em que eu tinha 9 anos de idade. Época em que meus pais se separaram. Época em que eu conheci o meu primeiro amor: Rodrigo. Época em que vi, pela primeira vez ,uma revista pornogáfica e fiquei sem entender por que ela estava toda grudada.

Passei o dia tentando arrumar a casa. Não é fácil morar sozinha e ainda ter que dar uma de dona-de-casa. Mas às vezes é até legal. Eu não sei fazer nada e nem faço questão de aprender. Hoje, na tentativa de lavar roupa, manchei três peças. Saí atrás de tinta para tingir. Queria tinta preta, para garantir maior êxito. Não achei. Aí vi na internet que poderia tingir roupas claras com borra de café. Segui os passos, mas as manchas não saíram. Vou ter que levá-las a uma tinturaria.


Para distrair, comprei algumas garrafas de skol e pacotes de batata frita. Sempre que bebo fico com tesão. Vontade incontrolável de dar. Só não subo pelas paredes porque tenho a ajuda da TV à cabo e de alguns objetos de consolo.


Acabei me distraindo demais, porque não era sobre isso que eu queria falar. Queria falar sobre algo que me fez, neste momento, me lembrar de Humberto, meu único, verdadeiro e destrutivo amor.


Já disse aqui, em outra ocasião, que ele é casado.


Tivemos um caso. Não foi um caso qualquer. Foi quente, sórdido e destrutivo. A esposa dele descobriu tudo. É claro que ele continua com ela.


Sabe, leitor, o mais engraçado nessa história é que, mesmo depois de tudo ter acabado, ainda sou presente na vida dele. Outro dia a tal me ligou. Ela acompanha meus blogs. Lê tudo o que escrevo. Ela mesma me confessou. Acho que ganhei uma fã.


Há quem diga que ela tem uma certa tara por mim. Será? Mas ela não faz meu tipo. Se ao menos fosse alta, magra, pele branca, cabelos lisos (alisados não vale) e curtos e tatuagem no braço, quem sabe. Melhor deixar esse assunto de lado, para não ter a desagradável surpresa de outro telefonema. Ainda não era sobre isso que eu ia falar.


Afonso, meu outro amor. Minha válvula de escape. Às vezes ele me irrita, às vezes eu o adoro, às vezes ele me faz rir e sempre me proporciona momentos deliciosos de sonhos, prazer, luxúria, esquecimento. Com ele sou linda, sensual, puta, sou mulher de verdade. Nos últimos quatro meses tenho sido exclusivamente dele.


Sempre me masturbo pensando nele. Era sobre isso que ia falar. Mas perdi o fio da meada. Fica para uma próxima!


Até lá, vou ouvindo Suzanne Vega.


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