sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Merlot e Dire Straits



Parece-me sugestivo um merlot combinado com o som lento, romântico e sexy do clássico saxofone de Your Latest Trick. Isso me faz lembrar de momentos não vividos e desperta o erotismo em minha mente às vezes pervertida.

O vinho tem o poder de alforar em mim o romantismo, o desejo, a paixão, a luxúria, a vontade de um sexo gostoso.

Eu, ele, merlot, meia-luz e Your Latest Trick.

Imagino um ambiente carregado de sensualidade, aconchegante, uma cama macia, lencóis brancos de seda, velas, pétalas vermelhas e incenso almískar.

A lingerie preta semi-revela meu corpo de pele macia e bronzeada.

Ele é magro e está deliciosamente nu, me despindo e descobrindo cada centímetro de mim. Massageia meus pés, passa óleo de amêndoas em minhas longas pernas, acaricia minha carne, lambe meus seios, me beija a boca, penetra minhas cavidades.

Estamos os dois embriagados, entregues ao amor, à luxúria, ao deleite.

Mas a realidade é que estou só, tomando meu merlot e ouvindo o sax de Dire Straits.

Acabei de sair do banho. Meu cheiro adocicado e o frescor da minha pele me desperta o tesão. Meu corpo está febril, à procura de carícias. Meus lábios pedem línguas.

Estou úmida, pronta para receber aquele homem. Aquele que desejo há anos. O único que desejei e nunca tive.

Você, o homem dos meus sonhos. O único que amei sem ter conhecido.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Por essa eu não esperava



A idéia era escrever mais um dos meus contos. Mas está cada vez mais difícil. Não é por falta de prática, porque sexo é algo que não me tem faltado, graças aos deuses. O problema é que, quando começo a escrever, viajo nas cenas, lembro-me dos detalhes, do beijo, da penetração, dos gemidos.


É tão excitante viajar nessa onda, dentro da minha solidão, que instintivamente vou ao armário, pego os meus brinquedinhos e ligo a TV no canal adulto. Fico horas rolando no chão, ouvindo aqueles gemidos forçados e me masturbando.


Gozo diversas vezes, até me sentir totalmente satisfeita, a ponto de os vibradores e o filme pornô perderam a graça. É claro que eu preferia um pau de verdade. Quente, vibrante, vermelho, duro, grosso e grande, na medida certa, de modo que não sobre um espaçozinho sequer dentro de mim. Infelizmente não posso ter isso a todo momento.


Apesar de o sexo estar presente em meu dia-a-dia, há certos momentos, normalmente nos momentos em que mais preciso, nas horas mais inusitadas, em que não posso ter um macho ao meu lado, satisfazendo os mais secretos dos meus desejos.


Então... então que mais uma vez eu parei para me masturbar e quando estava perto de gozar, toca o telefone. Um carinha que conheci há algumas semanas. Gente boa, inteligente, papo legal, beijo bom, companhia boa, mas tem um problema: é gordinho.


Quem lê meus contos, já deve ter percebido que eu gosto de homens altos e muito, muito magros. E se “todo canalha é magro”, como já disse Nelson Rodrigues, eu gosto mesmo é de canalha. Eles fazem deliciosos estragos na cama.


Este, o gordinho, não tem cara nem jeito de canalha. Mas confesso que me surpreendi com seu desempenho. Melhor que muitos magricelas que já tive.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Marturbação matinal


Comecei o dia querendo me masturbar. Não estava com o tesão a flor da pele ou subindo pelas paredes. Só estava a fim. Fazia tempo que não fazia isso. Umas duas semanas, mais ou menos. Então pensei: por que não? Comecei me massageando. Estava sentindo uma sensação gostosa, mas só as mãos não tem graça. Peguei meu brinquedinho masturbador, liguei e comecei a mexer no meu botãozinho escondido entre minhas fendas. Ficou melhor ainda. Eu sinto uma sensação doce quando faço isso. É exatemente isto: uma sensação doce, sempre antes de gozar. Mas não gozei. Quis ver uns vídeos de sacanagem, salvos no "meus favoritos" e ligar a webcam para um amigo íntimo me olhar. Ele sente tesão em mim, eu também sinto tesão nele e ele adora me ver nua pela webcam. A gente transa quando dá. Pessoalmente, claro. Esse negócio de sexo virtual, não vejo graça. Se pudéssemos, transaríamos todos os dias, mas moramos distantes um do outro. Ele goza quando me masturbo na frente dele. Eu não gosto muito desse tipo de observação. Fico inibida. Mas de vez em quando, para agradá-lo, eu o deixo me observar. Liguei o computador, conectei-me à internet, meu amigo não estava online, mas ainda me restavam os vídeos. As páginas não abriram. Brochei.

Ao som de Suzanne Vega

Passei o dia inteiro ouvindo Luka, de Susanne Vega. Era tema de alguma novela da Globo. Não lembro qual. Mas é uma antiga, porque me leva de volta aos meus 9 anos de idade. Impressionante como tudo o que remete à minha infância, é exatamente na época em que eu tinha 9 anos de idade. Época em que meus pais se separaram. Época em que eu conheci o meu primeiro amor: Rodrigo. Época em que vi, pela primeira vez ,uma revista pornogáfica e fiquei sem entender por que ela estava toda grudada.

Passei o dia tentando arrumar a casa. Não é fácil morar sozinha e ainda ter que dar uma de dona-de-casa. Mas às vezes é até legal. Eu não sei fazer nada e nem faço questão de aprender. Hoje, na tentativa de lavar roupa, manchei três peças. Saí atrás de tinta para tingir. Queria tinta preta, para garantir maior êxito. Não achei. Aí vi na internet que poderia tingir roupas claras com borra de café. Segui os passos, mas as manchas não saíram. Vou ter que levá-las a uma tinturaria.


Para distrair, comprei algumas garrafas de skol e pacotes de batata frita. Sempre que bebo fico com tesão. Vontade incontrolável de dar. Só não subo pelas paredes porque tenho a ajuda da TV à cabo e de alguns objetos de consolo.


Acabei me distraindo demais, porque não era sobre isso que eu queria falar. Queria falar sobre algo que me fez, neste momento, me lembrar de Humberto, meu único, verdadeiro e destrutivo amor.


Já disse aqui, em outra ocasião, que ele é casado.


Tivemos um caso. Não foi um caso qualquer. Foi quente, sórdido e destrutivo. A esposa dele descobriu tudo. É claro que ele continua com ela.


Sabe, leitor, o mais engraçado nessa história é que, mesmo depois de tudo ter acabado, ainda sou presente na vida dele. Outro dia a tal me ligou. Ela acompanha meus blogs. Lê tudo o que escrevo. Ela mesma me confessou. Acho que ganhei uma fã.


Há quem diga que ela tem uma certa tara por mim. Será? Mas ela não faz meu tipo. Se ao menos fosse alta, magra, pele branca, cabelos lisos (alisados não vale) e curtos e tatuagem no braço, quem sabe. Melhor deixar esse assunto de lado, para não ter a desagradável surpresa de outro telefonema. Ainda não era sobre isso que eu ia falar.


Afonso, meu outro amor. Minha válvula de escape. Às vezes ele me irrita, às vezes eu o adoro, às vezes ele me faz rir e sempre me proporciona momentos deliciosos de sonhos, prazer, luxúria, esquecimento. Com ele sou linda, sensual, puta, sou mulher de verdade. Nos últimos quatro meses tenho sido exclusivamente dele.


Sempre me masturbo pensando nele. Era sobre isso que ia falar. Mas perdi o fio da meada. Fica para uma próxima!


Até lá, vou ouvindo Suzanne Vega.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Procura-se


Alguém que me aceite como realmente sou: alta, magra, sexy, pervertida, cabelo curto, liso, pêlos raspados, pele amarela e macia, boca pequena, lábios rosados e beijo doce.


Tem que ser bom de cama.

Uma companhia para as tardes solitárias de domingo. Alguém para acordar ao lado nas manhãs frias e chuvosas. Alguém que faça carinho nas minhas costas sem reclamar, que satisfaça meus desejos e não se importe que eu ande nua pela casa com minha inseparável taça de vinho.

Não pode ser ciumento. Não sou adepta à monogamia.


Não aceito os casados. Minha experiência não foi das melhores.


Nada de namoradas. Não quero me comprometer, mas estou cansada de homens comprometidos.


Não vale se apegar, nem ficar exigindo satisfações. Detesto ter que dar satisfações.


Tem que ser bonito, inteligente alto, mais alto que eu (tenho 1,78 de altura), magro, sequinho, mas definidinho.


Gosto dos de traços fortes, sorrisos largos, olhares profundos e devoradores, jeito de canalha. Adoro um canalha. Na cama, são os melhores.

Precisa ter pegada e saber chupar uma boceta. Poucos sabem.


Dispenso aqueles que dão umazinha, viram para o lado e dormem. Eu sou insaciável. Gosto de trepar o dia inteiro, com intervalo apenas para uma cervejinha, ou um vinho, dependendo do momento.

Tem que gostar de sexo selvagem, do tipo que puxa a mulher pelo cabelo, bate na cara e xinga de vagabunda. Adoro quando me chamam de vagabunda. Sou uma puta na cama. Pareço uma cadelinha no cio, quando estou com tesão.

Gosto xingar e dar bofetadas na cara também.


Gosto que metam com força na minha boceta. Adoro ouvir o barulho dos corpos se batendo.

Minha posição favorita é de quatro, apoiada na parede, com o cara me puxando pelo cabelo e empurrando a pica com vontade para dentro da minha xoxota. Também gosto de cavalgar em cima de um pau, de rebolar loucamente até gozar e fico louca quando o cara goza na minha cara depois de um delicioso boquete.

O pau tem que ser na medida. Grande demais machuca e não cabe na minha boca. Tem que ter uns 19 cm e ser grossinho. Muito grosso não, senão não entra no meu cuzinho. Sim, eu adoro dar o cu. Cansei de gozar fazendo sexo anal.

Mas não adianta ser tudo isso, se, além disso, não for educado e sofisticado, gostar de Beatles e Rolling Stones, livrarias e café nos finais de tarde.


Tem que ser romântico, do tipo que manda flores e caminha pelas ruas de mãos dadas.


Não quero nada escondido.


Pode ter outras, eu não ligo, mas a prioridade deverá sempre ser minha.


Procura-se um relacionamento aberto e sincero.