
Era domingo. Uma típica manhã de inverno. Chovia muito. Era impossível sair de casa. Continuou deitada, nua, como costuma dormir, encolhida sob os edredons, sentindo seu cheiro nos travesseiros e segurando o xixi, com preguiça de levantar e sair daquele quentinho gostoso.
Passados alguns minutos, a bexiga doía, precisava expelir o líquido forçadamente retido. Levantou-se, enrolada no edredom, caminhou em direção ao banheiro, sentou-se na privada. Ufa! Que alívio sentira naquele momento. Que sensação inexplicavelmente deliciosa, a de mijar quando se está apertada. É orgásmico. Melhor que isso, só uma gozadinha depois de umazinha matinal, quando se é acordada com uma lambidinha na boceta, ou por um pau duro te cutucando por trás, cheio de amor pra dar. Não há mulher que resista.
Mijou. Lavou a boceta no chuveirinho. Quase gozou.
Foi até a sala. Deitou-se no sofá, ainda despida e enrolada nas cobertas. Ligou a TV. Ficou zapeando, à procura de um bom filme ou algo que lhe prendesse a atenção. Não achou nada. Até o canal adulto estava sem graça.
Já passava das 10h. Colocou num canal de música. Ficou alguns minutos, ali, deitada, pensando na vida. Lembrou-se de momentos inesquecíveis, com homens igualmente inesquecíveis. Lembrou-se de cada detalhe: toques, beijos, carícias, mãos, respirações, sussurros, penetrações. Comparou desenvolturas, tamanho de pau, qual era o mais gostoso, quem pagava o melhor boquete, qual deles a deixou com mais tesão. A essa altura, a boceta estava molhada, exalando aquele cheiro doce e mareado que eles adoram.
A carne pulsava, seus mamilos arrepiados pediam línguas e mordidas sutis. Sua boca úmida e vermelha salivava pelos cantos, à procura de beijos ardentes, de um pau circuncisado para lamber, abocanhar até a garganta e chupar levemente a cabecinha.
Na rádio da TV tocava Whitesnake. Ao som de Is This Love, masturbou-se. De olhos fechados lambeu-se, tocou-se, massageou-se, imaginando, ali, a presença de um homem a observá-la.
No chão, um pequeno vibrador. Ligou e levou aos mamilos eriçados, descendo por entre as pernas, até o clitóris. De bruços, agora ao som de Roxete - It Must Have Been Love, ela pressiona o instrumento contra o sexo, na entrada da cavidade, proporcionando uma sensação que descreve como doce, leve, como um carinho nas costas com a ponta dos dedos.
Contorcia-se, nervosa, entre as almofadas. Sussurrava putarias como se ali houvesse um ouvido a escutá-la. Mordia os lábios, como se alguém os estivesse mordendo. Rebolava em cima do pau de borracha. Agonizava de desejo, clamando por um macho a lhe penetrar todos os buracos, respirando ofegante sobre seu corpo febril.
Fechou os olhos e imaginou-se transando consigo mesma. Imaginou-se mamando os próprios seios, pequenos, empinados, nacarados, apetitosos. Sempre sentiu tesão pelos seios. Às vezes pára em frente ao espelho e os admira. Durante o banho, costuma acariciá-los. Muitas vezes sente vontade de chupá-los, mas nem a ponta da sua língua os alcança. Pensou em como seria esta mesma língua acariciando-lhe a boceta, sentindo o gosto do nectar escorrendo diretamente da fonte. Gosto que sente ao levar os dedos melados após penetrá-los na vagina. Viaja no próprio corpo pesando em si mesma. Excita-se ainda mais imaginando os próprios beijos. Esfrega-se no chão frio. Seu corpo transpira. Goza nas mãos e a leva até os lábios para desfrutar seu sabor.
Está passando Al Green - How can you mend a broken heart. Ela pensa nele. Continua a masturbar-se, chamando por ele. Lembra-se das suas investidas, da sua força, da sua voz, sua respiração. Esfrega os dedos incansáveis na boceta e enfia o vibrador de 22cm no cu, como ele fazia, quando a comia por trás. Xinga, uiva, treme, esfrega-se selvagemente no chão. Fricciona a boceta nas almofadas e, sobre elas, cavalga, rebola, como fazia com ele nas tardes frias de sábado, quando ele fugia de casa comê-la às escondidas. Geme alto, loucamente, cega de desejo, sem medo de que os vizinhos a ouçam. Grita. Grita. Grita. Goza.
Trêmula, mole e satisfeita, volta ao sofá e, com um leve sorriso no rosto, dorme.

1 comentários:
A Deusa da solidão.
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