terça-feira, 28 de abril de 2009

Pro inferno a poesia. Eu quero sexo, porra!

O motivo não interessa, mas, por escolha própria, escolheu a distância. Como conseqüência, ficou sem aquilo que considera primordial: SEXO.

Sexo para desestressar.
Sexo para descontrair.
Sexo para se divertir.
Sexo para comer.
Sexo para trabalhar.
Sexo para aliviar.
Sexo para controlar.
Sexo contra a dor.
Sexo para esquecer.
Sexo.
Sexo.
Sexo.
Sexo para viver.

São vários dias, quase um mês, sem sequer ver um pau de perto. Nos últimos sete dias tem sonhado perversões todas as noites. Nos últimos três, masturbou-se em frente à TV, ligada no canal adulto.

Houve uma madrugada em que acordou sedenta por um pênis, entrando e saindo, ritmado e com força, de suas entranhas. Lembrou-se de que em seu armário havia dois vibradores. Nem parou para pensar. Foi lá e pegou. Foram duas horas de masturbação, sem parar, gozando sucessivamente. Ora alternava os vibradores, ora usava os dois ao mesmo tempo, um na frente e outro atrás. Às vezes esfregava um no clitóris enquanto metia o outro na boceta e, ao tirá-lo de lá, todo melado, levava até a boca para sentir seu gosto.

Uma das coisas que que ela adora é desfrutar do seu próprio sabor. Isso a enlouquece. É capaz de gozar só de beijar a boca gozada do seu parceiro logo após o sexo oral. Muitas vezes, em casa, sozinha, principalmente durante o banho, ela enfia o dedo lá dentro, cheira e depois chupa. É uma mania que tem desde adolescente. Desde então, excita-se com o próprio cheiro, doce e refrescante, após sair do banho, e mareado, depois de um dia inteiro de trabalho.

Homem com homem, mulher com mulher, homem e mulher, mulheres e homem, homens e mulher, orgia, cheiros, seios, bocetas, línguas, cu, pau duro e até a imagem de um pintinho mole tem molhado constantemente a sua calcinha.

O quarto, a cama, a sala, o banheiro, a casa. Tudo exala sexo.

Travesseiros, almofadas e edredons testemunham a agonia de uma boceta desesperada por uma pica ereta, pulsante, a preenchê-la com violência, capaz de satisfazê-la até a última gota.

As duas últimas vezes que transou foram nos dias que antecederam a sua viagem de mudança. Uma, de madrugada, no banheiro de um bar, com um amigo que conhecera há pouco tempo e, à primeira vista, chamou-lhe a atenção. A outra, num motel, horas antes de partir, com um caso antigo.

O primeiro é do tipo bonitinho, cobiçado pelas adolescentes, cabelinho liso e caído nos olhos, alto, magro, bem definido... bem gostosinho.

Viajaram com uns amigos em comum para o Rio de Janeiro, onde aconteceria um festival de rock. Lá pelas tantas, depois da apresentação de duas bandas, os dois, que não se cansavam de trocar olhares famintos, caminharam, espontaneamente, em direção a um lugar escuro, longe da vista das pessoas.
Ele a encurralou num canto, apertando seu corpo contra o dela. Puxando-o pelo pescoço, ela arrancou-lhe um beijo. As línguas nervosas e ardentes entrelaçaram-se, passeando dentro das bocas. Ele chupava os lábios dela como se quisesse arrancá-los. As mãos involuntárias percorriam os corpos aflitos e vorazes que se esfregavam. Ela podia sentir o pau crescendo por dentro da calça folgada do garoto, ao mesmo tempo em que sua calcinha se inundava.
Chupavam-se compulsivamente, quando ela enfiou a mão por dentro das calças dele e pôde sentir o pulsar do membro quente e duro entre os seus dedos. A saliva escorria pela boca, tão grande era a vontade de deslizar os lábios sobre o instrumento.

As pessoas começaram a circular por ali. Algumas paravam para olhar, outras soltavam risadinhas sacanas e ainda havia quem fingisse não ver. Naquela altura do campeonato os dois já estavam tomados pelo desejo. Eram dois animais que só queriam sexo, sexo e sexo.

Puxou-lhe para dentro do banheiro apertado. Trancou a porta. Treparam selvagemente dentro daquele cubículo escuro e fedendo a mijo. Sua falta de experiência a excitava. Ela o conduzia e, desajeitado, ele enfiava. Embora não tenha conseguido faze-la gozar, ele enfiava gostoso.
Depois de deliciosas e inexperientes socadas, tirou o pênis de dentro dela, que desceu a boca até lá e mamou com avidez, tentando sorver o leite expesso e amargo que estava por vir. Quando percebeu que ele estava prestes a liberar, ela parou e pôs-se a massageá-lo com a mão, fazendo com que ejaculasse por todo o banheiro. Chão, pia, privada, parede. O Banheiro que já estava sujo e fétido, agora tinha cheiro de sexo.

Acendeu a luz e, notando a expressão de contentamento do rapaz, lavou-se, vestiu-se e, recomposta, saiu.

No dia seguinte, o dia em que ela deixaria o interior do Rio de Janeiro para nunca mais voltar, um caso antigo a procurou. Foi buscá-la no trabalho e de lá seguiram direto para o motel. Mal tiveram tempo de, sequer, dizer “oi”. Entraram aos chupões na suíte estandarte e partiram direto para a putaria. Agarraram-se, arrancaram as roupas. Ele a jogou na cama feito uma vagabunda e deu-lhe uma bofetada que a deixou com a marca vermelha da sua mão pesada na cara. Rasgou sua calcinha. A carne escorria. Pôs para fora o pau que a vinha fodendo nos últimos 2 anos e já sabia guiar-se até a cavidade sem a ajuda das mãos.

Primeiro o clássico “papai e mamãe”. Poucos segundos foram suficientes para que ela gozasse.

Na cama, ele a conhecia melhor que ninguém. Sabia lhe dar prazer como poucos souberam. Sabia que ela adorava quando a comia de quatro, sobre a cama, jogando seu peso sobre as suas costas frágeis. Foi o que ele fez. Montou em cima dela e enterrou o pau até o talo. Primeiro na boceta, depois no cuzinho. Ela adora dar o cu.

Ele podia ver, através do espelho, a satisfação que estava proporcionando. Ela, inerte, recebia suas estocadas, pedindo mais força e violência. Isso o apetecia ainda mais. Puxava-a pelos cabelos e apoiava toda a sua força em seu corpo. Suas pernas iam se abrindo cada vez mais com o peso.

Arquejavam. Gemiam. Gritavam.

Entre duas, três gozadas, pedia para que ele continuasse. Movimentavam-se os corpos em sincronia, enquanto ele, incansável, dava fortes tapas em seu traseiro. Ela soltava uivos desesperados. Infinita era a volúpia.

Várias vezes ele se segurou para não gozar, na intenção de prolongar o prazer da sua amante.

Apesar do avançar da hora, ainda restava um tempinho, antes que ela partisse dali para sempre.

Aproveitaram o máximo, até o último segundo.

Ela sentou-se por cima dele. Encaixou a boceta inchada no pau. Cavalgou, rebolou, esfregou, gozou. Gozaram.

Satisfeitos, tomaram banho, vestiram-se.
Despediram-se.
Ele a levou de volta ao trabalho e esta foi a sua última vez que ela trepou.

A mulher, a quem nunca faltou uma boa trepada, agora padece, necessitada daquela respiração ofegante ao seu ouvido, de um corpo roçando no seu, de uma língua em seus mamilos, de um beijo ardente, do impacto dos corpos se batendo, um contra o outro, de gozar com o pau dentro do cu, dos jatos de porra em sua cara, na sua boca, nas suas costas. Sente falta de ser agarrada pelos cabelos, de dar de quatro, feito uma cadela. Sente falta das bofetadas na cara e dos leves tapinhas estalando na bumda.

Tudo o que ela quer e precisa é de boa e velha trepada.
Os vibradores já não dão conta.
Perderam a graça.

Um comentário:

zegertrudes disse...

Sexo verbal não faz o estilo dela:A Deusa da solidão.
É auto-ajuda Pra quem não tem pratica....