terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais um conto

Saiu cansada do trabalho. Pensou em ir ao shopping. Na saída, ele estava a esperar por ela. Há dias não se viam. Quando a viu descendo as escadas, abriu um sorriso de orelha a orelha. Ela também ficou contente. Pela primeira vez, em quase um ano, ela sentira saudades dele.

Entrou no carro. Antes que ela colocasse o cinto de segurança, ele a agarrou e lhe deu um beijo.

Foram até a casa dela, onde divide as despesas do aluguel com uma amiga. Abriu a porta e lá estava ela, a amiga, estirada no sofá, vendo televisão. Entraram e foram em direção ao quarto. Sentaram na cama e, ali, com a porta aberta, conversaram por bastante tempo. Como suas costas estavam doendo, ela deitou-se, sem tirar a roupa nem o sapato, Ele, da mesma forma, a acompanhou.

Conversaram, deram boas risadas, até que, involuntariamente, ela encostou a mão no membro dele. Tomou um susto ao perceber que o instrumento estava duro feito uma rocha. Ela também já estava úmida, mas não queria que aquele encontro fosse mais que uma boa conversa entre amigos.

Em momento nenhum falaram sobre sexo ou algo que remetesse a isso. O simples fato de estarem conversando despertava o tesão dos dois. Continuaram falando como se nada estivesse acontecendo. Nenhum dos dois pensava em transar naquele dia. Ele queria apenas certificar-se de que ela estaria recuperada do baque que sofrera na semana anterior.

Após horas falando bobagens, ela o abraçou enternecida, e ele, carinhosamente, correspondeu. Ela começou a beijá-lo no pescoço, no rosto, sentia o cheiro daquele pelo qual já esteve apaixonada por muito tempo e que agora era apenas um amigo querido. Ele também a beijou no rosto, no pescoço, e a cheirava assim como ela o fazia. Num dado momento ele não resistiu e a beijou na boca. O beijo foi longo, suave, apaixonado. As pernas se entrelaçavam, os braços se abraçavam apertados e ali eles ficaram se beijando.

Ao final do beijo ele parou e a olhou fixamente, admirando cada detalhe do seu rosto. Ela também o olhava e observava seus olhos castanhos a contemplá-la. Nessa ocasião eles estavam ainda mais excitados. O sexo do homem continuava firme e sedento pela cavidade úmida da mulher. Seus mamilos se arrepiaram e da flor escorria o doce néctar que ele beberia com fervor dali a alguns instantes.

Ainda a encará-la, ele a tomou nos braços e a levou até o canto da parede. Eles se beijaram e, quando deram por si, ele já havia abaixado as calças e colocado para fora o pau que latejava incessante. Bem devagar ele perfurou a gruta que jorrava rios de desejo. Ela, a ponto de soltar um dos seus gemidos agudos, percebeu que a porta estava aberta e que a amiga encontrava-se na sala. Conteve-se. Transaram em silêncio, de pé. Ela de costas para ele, prensada contra a parede, e ele atrás, presenteando-a com suaves estocadas.

Ela tremia com o prazer proporcionado. Várias vezes foi ao céu e voltou. Sua cavidade derramava o delicioso mel a cada investida. Ele a puxava pelas ancas, movimentando-a para frente e para trás. A mulher, preenchida pelo grosso mastro, rebolava e mexia-se com sensualidade. Isso atiçava ainda mais o tesão dos dois sacanas.

À medida que iam se mexendo em sincronia, as respirações ficavam mais ofegantes, até que, num espasmo, sem controle sobre si mesmo, ela libera um doce gemido e o faz gozar. A amiga, assustada com o barulho, vai até a porta do quarto. Sem que eles percebam, ela observa aquele ato de volúpia e entrega.

Vendo aquela cena de erotismo e paixão, seu suor começa a escorrer por todo o corpo. Sua fenda dilata-se umedecida. Seu anseio é angustiante. Leva a mão à carne entre suas pernas. Com delicadeza, massageia-se enquanto observa, satisfeita, o ato obsceno do casal que, na situação em que se encontrava, já havia se esquecido da porta que estava aberta.

Grunhiam feito animais selvagens. A amiga sofria com aquilo e se masturbava como se estivesse estuprando a si mesma. A violência das mãos aumentava no mesmo ritmo em que o som dos gemidos se intensificava. Ela gozou uma, duas vezes, enquanto a mulher, no quarto, já havia tido múltiplos orgasmos.

Tirou o cacete esfolado de dentro da buceta vermelha, inchada, maltratada. Enfiou no cu. Ela não se assustou nem sentiu dor. Movimentou-se com ele lá dentro, enquanto ele ia cada vez mais fundo.

Enlouqueceram. A razão cedeu lugar ao desejo, à carne, à libertinagem. Ele se concentrou apenas em preencher aquele buraco apertado, que a cada enfiada, ia-se dilatando, facilitando a entrada do músculo enrijecido, de veias latejantes.

Ainda a observar, a amiga deliciava-se com o espetáculo. Por um instante ela pensou em entrar no quarto, mas só o fato de espiar já lhe trazia uma satisfação que ela desconhecia. Preferiu ficar escondida, desfrutando daquela cena que mais parecia uma pintura: os dois vadios, de pé, com os corpos enlaçados.

Continuava a penetrar a mulher por trás, fazendo-a, mais uma vez, atingir o auge. Ela rebolava cada vez mais forte e ele se encaixava dentro dela, tomando-a pela cintura com violência. Ela, insaciável, não queria que ele parasse. A depender dela, eles ficariam naquilo a noite inteira, para o deleite deles e da amiga escondida.

Ele tentava se segurar para não gozar dentro da pequena e apertada cova, escondida entre as nádegas macias. Ao perceber que não tinha mais como controlar o jato que estava por vir, tirou o membro lá de dentro, jogou a mulher na cama e esporrou sobre os pequenos e redondos seios.

Beijaram-se e se abraçaram enternecidos. A amiga, que estava a espiar, satisfeita com o que testemunhara, voltou ao o sofá e continuou a assistir à TV.

Um comentário:

ze disse...

A principio, estou encanto, Dei uma breve olhada, vi a cena das petalas que cobrem o corpo. São retratos dos seus textos. Prometo ler....