domingo, 11 de janeiro de 2009

O sonho


Era um dia qualquer. Destes em que a gente fica em casa sem ter o que fazer. Fazia um calor insuportável. Lá estava ela, em casa, com seu short jeans e a parte de cima de um biquíni velho. Sua única companhia era o computador. Resolveu então procurar o que fazer. Pensou em escrever algo, mas estava sem idéia do que colocar no papel. Pegou um livro, dois, mas não conseguiu se concentrar. Era somente nele que ela pensava. Ligou a televisão, o som, mas o filme e a música reforçavam ainda mais os bons momentos que passara com ele. Chorou. As lágrimas que corriam em sua face eram lágrimas de saudade, desespero, paixão, inconformismo. Então, para espantar a lembrança que só trazia dor ao seu coração, colocou uma música alegre e resolveu colocar as coisas da casa em ordem.

Primeiro as louças, depois o quarto e, já com o corpo a transpirar, foi arrumar a sala. No mesmo instante, alguém bateu à porta. Ela abriu. Era ele. Os dois se olharam por alguns segundos e, sem dizer uma só palavra, ele agarrou o corpo suado da mulher, arrancou o biquíni surrado e mamou nos seios empinados, mordiscando levemente os mamilos duros e rosados. Selou em seus lábios um beijo quente, apaixonado.

Sem poder reagir, ela deixou que ele a guiasse até o quarto. Ele prensou-a contra a parede e, mais uma vez, deu-lhe um beijo molhado, apertando seus lábios contra o dela, enfiando toda a língua, até alcançar a garganta.

Eles se olhavam famintos, pois há meses não ficavam juntos, nem houveram tido relações sexuais com mais ninguém.

Abaixou as calças, pôs para fora o membro rijo, latejante, sedento pelas cavidades daquela mulher. Com força e uma certa raiva nos gestos e no olhar, ele a segurou pelos cabelos e abaixou-a, de modo que ela pudesse alcançar com a boca aquele mastro de que tanto gostava. Ele empurrou até o talo dentro da boca vermelha e úmida. Ela mamava como uma cabritinha esfomeada. Sugava com vigor enquanto era esbofeteada na cara e ouvia os mais vulgares dos palavrões. Quanto mais apanhava, maior era a vontade de chupar, maior era o tesão. Quanto mais ele a xingava, mais ela sugava, em busca do leite acumulado. Chupou até fazer o homem jorrar seus jatos.

Com o pênis fervendo e ávido pela fenda secreta que ele conhecia tão bem, violento, pegou-a pelo braço e a jogou de costas no chão. Arrancou o short e rasgou a minúscula calcinha preta. A idéia inicial era aconchegar-se na gruta escorregadia. Porém, ao ver o pequeno buraco rosado e apertado, decidiu começar por ali. Comeu o brioco até fartar-se e fazê-la gozar. Ela gemia alto, pedia que enfiasse mais, e mais, e mais...

Com o desejo cada vez mais aflorado, ele a colocou de quatro, apoiada na cama e, montado em cima dela, deliciou-se da carne macia, roxa e suculenta.

Não satisfeito, ele sentou-se sobre a cama e obrigou-a a cavalgar, sentada sobre seu membro. Ela cavalgava, rebolava, dava bofetadas na cara do seu macho. Ele a olhava nos olhos, berrava “cachorra, vagabunda, vaca, vadia”, dava leves tapas em suas nádegas macias, lisas como a seda. Ela enlouquecia e seus rebolados ficavam cada vez mais intensos. Os dois se deleitavam naquele momento de volúpia, sacanagem e muita putaria.

Cada grito, cada gemido, cada sussurro acentuava o desejo, a libertinagem, a sensualidade daqueles corpos encaixados tão perfeitos como as peças de um quebra-cabeças.

A fêmea tremia, e seu corpo sofria as delícias de ser devorava com ímpeto pelo seu predador voraz. Ele grunhia feito um porco selvagem e ela soltava uivos agudos, tal qual uma loba faminta.
Finalmente, juntos, chegaram ao topo. Saciaram-se, deitaram-se naquela cama que tantas vezes foi palco de luxúria, baixaria e pornografia entre os dois sacanas apaixonados e sedentos um pelo outro.

A respiração ofegava, os corpos pediam mais.

Levantou-se apressado. Caminhou em direção ao banheiro, tomou uma ducha rápida, vestiu-se, foi embora.

Ela dormiu e, ao acordar, notou que havia sonhado. Contudo, ao tocar sua parte íntima, percebeu o quanto estava úmida, inchada e dolorida. A cama estava molhada, seus poros transbordavam. Seu corpo estava trêmulo. Embora tudo não passasse de um sonho, ela realmente havia chegado ao pináculo.

Levantou-se, olhou ao seu redor. A louça continuava suja, os cômodos da casa, bagunçados. Ligou o som, colocou uma música alegre e então decidiu colocar as coisas da casa em ordem.

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