quinta-feira, 27 de novembro de 2008

NO BANHEIRO DA REPARTIÇÃO

Foi na repartição que eles se conheceram. Durante um ano seus olhares apenas se cruzaram em meio a conversas, almoços e encontros casuais em corredores. Mal sabiam que algo muito intenso estava por vir. Algo que mudaria em muito a vida dos dois, mas que provocaria muita confusão, tanto para ele quanto para ela, e que, embora pudesse trazer momentos de êxtase e felicidade plena, também traria muito sofrimento. E foi exatamente isso o que aconteceu. Eles se envolveram e, durante três meses, viveram um amor intenso, com momentos lindos de carinho e prazer. Os meses seguintes só trouxeram sofrimento. Desde então, não tiveram paz e, embora se amassem como jamais amaram alguém, não faziam outra coisa que não fosse brigar.

Começaram a aparecer as cobranças, os ciúmes e até os insultos. Em meio a tantos problemas e ondas de turbulência, o amor, que parecia inabalável, aparentemente diminuíra, os sonhos que sonharam juntos e os planos que fizeram para um futuro, com final feliz, caíram por terra. Os dois morreram por dentro de tanta decepção e com o sofrimento pela certeza de que não mais ficariam juntos. Mas ainda havia algo que, em vez de diminuir, só aumentava a cada dia, a cada briga, a cada olhar, a cada encontro: o tesão. Apesar do ódio que um tentava sentir do outro, o tesão continuava cada vez mais acentuado e à flor da pele.

Havia várias semanas que eles não transavam, devido às brigas constantes, até que um dia, numa tarde de sexta-feira, quando a repartição estava vazia, ele entrou na sala em que ela trabalhava. Lá estava ela, sozinha, sentada, à mesa, atrás de um computador, quando o viu com um olhar voraz e devorador. Ele caminhou em sua direção, puxou-a da cadeira e, apertando seu corpo frágil contra o dele, aproximou os lábios aos dela, deixando que se encostassem levemente, até que, subitamente, ele enfiou a língua na boca da garota e saciou sua sede com um delicioso e violento beijo, que sugava toda a umidade daquela delicada boca de lábios finos e desenhados.

Sentindo o membro daquele homem enrijecer entre suas pernas cobertas pela calça jeans, ela o deixou conduzir até o banheiro e, ali, eles se deliciaram do prazer que há muito não sentiam. O tesão era maior que das outras vezes. Os dois então puderam desfrutar de um desejo fervoroso que se escondia atrás dos olhares faiscantes que um lançava sobre o outro nos momentos de discussão. Puderam sentir novamente o gosto lascivo da libertinagem e saciarem um pouco a fome interminável que os consumia.

Tomado pelo necessidade de possuir aquela mulher, ele trancou a porta do banheiro e a empurrou, de costas, contra a pia. Abaixou as calças e colocou para fora seu cacete delicioso, consistente e sedento pela abertura úmida e quente da vadia, onde se encaixava tão primorosamente. Puxando-a pelos quadris, ele introduziu com força o mastro rijo na buceta doce, cujo tesão aflorava a cada toque e a cada vai e vem daquele canalha.

Seus golpes eram furiosos e, ao passo que ele a puxava pelas ancas, contra a parte frontal do seu corpo, as investidas eram ainda mais fortes. Isso a deixava louca como um bicho irracional faminto por sexo. A volúpia misturava-se com a raiva e a vontade ainda mais aflorada de continuarem com aquele ato animalesco, dentro daquele banheiro pequeno que exalava sexo e muita paixão.

Ainda trancados lá dentro, ela virou-se de encontro a ele e, olhando em seus olhos famintos, deu-lhe um beijo, chupando, esfomeada, sua língua. Eles se lambiam como dois animais selvagens e se cheiravam, como que buscando reconhecer o odor que há muito não sentiam. Odor que, para eles, tinha gosto de luxúria, devassidão, sensualidade.

A fome parecia infinita. Ele, com o pau ainda duro e latejante, porém esfolado, devido às fortes estocadas, sentou-se no chão, e ela, com a xana inchada de tanta surra que levara daquela vara generosa, farta e vermelha, sentou no colo dele, encaixando a buceta na pica, rebolando, movimentando-se, subindo e descendo. Começou devagar e foi acelerando, acelerando... até que ele, finalmente, liberou um forte jato de porra dentro dela. Nesse momento, os dois, embora ainda não estivessem completamente saciados, ficaram mais calmos e sentiram um certo alívio por matarem parte daquela vontade que os vinha consumindo por dentro, tirando-lhes o sono.

E foi ali, dentro daquele quadrado pequeno, o banheiro da repartição, que eles estiveram juntos pela última vez. A partir desse dia, seus encontros passaram a ser apenas virtuais e, rapidamente, nos ambientes do trabalho, onde ainda cruzam olhares esfomeados.

Quanto ao que vai acontecer com eles, se haverá ou não outra história a ser revelada aqui, isso eu não posso dizer. Mas posso assegurar que essa história de loucura, sexo e paixão ainda não acabou.

Nenhum comentário: