segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A primeira vez...

O dia não foi dos melhores. Ela só pensava naquele homem. Não que valesse à pena, mas desde a primeira vez que o viu, soube que era ele o homem da sua vida. Seu jeito a impressionava. Tudo nele a atraía, a fazia sentir que era ele o homem com quem iria passar o resto da sua vida. Tamanha tolice a dela.

A primeira vez relato agora. Ela o viu, em pé, atrás de uma mesa de escritório, com um lindo e largo sorriso, calça jeans e blusa clara. Foi paixão à primeira vista. “Simplesmente lindo”, ela pensou. Aquele homem a impressionou como jamais outro fora capaz. Foi ele a sua desgraça, assim como também foi o seu grande motivo de prazer nos últimos meses. Pulando certas partes insignificantes e cansativas, irei direto ao ponto, porém, sem detalhes sórdidos.

A primeira vez que, de fato, se encontraram, a sós, e aconteceu algo a mais, foi em sua casa. Era sexta-feira, final de tarde. O dia foi ruim para ela, que saíra do trabalho aos prantos. Ele foi ao seu encontro, em seu apartamento e a encontrou com os olhos cheios d’água. Conversaram por alguns minutos e, finalmente, ele a beijou. Como ela esperou por esse momento! Ali já sabia que o amava, mas sabia também que não deveria se entregar. Achou, inclusive, que seria apenas aquele beijo, embora não fosse o a vontade que gritava no seu coração. Mas ela precisava ser racional, pois ele era proibido para ela.

Quando ele foi embora, um misto de desespero com arrependimento tomou conta da alma daquela menina carente e apaixonada. Mas esse sentimento foi passando, na medida em que ela tinha consciência de que aquele beijo jamais se repetiria. Não foi bem assim... os dias foram passando e eles continuaram a se encontrar. Ela, que sempre esteve apaixonada, porém uma paixão contida pela realidade em que ambos viviam, apaixonou-se ainda mais e se entregou de corpo e alma a um amor intenso, por ela, jamais vivido antes.

Uma, duas semanas e... aconteceu. Eles fizeram amor pela primeira vez. Era uma manhã de sábado, quando ele chegou à casa dela e eles fizeram amor pela manhã e a tarde inteira. Saciaram suas sedes e extravasaram seus mais íntimos desejos, como se já se conhecessem há muito, muito tempo. Embora nunca estivessem estado juntos antes, ele a conhecia, a entendia e parecia adivinhar tudo do que ela gostava. Eu me atrevo a dizer que eles já se conhecem, sim, há muito mais tempo do que possam imaginar. Eles já pertencem um ao outro desde vidas passadas. É como se a vida de um estivesse entrelaçada à do outro.

Para ela, ele era perfeito. Naquele sábado, eles transaram deliciosamente e, ali, ela se esquecera de todas as suas experiências, tomando aquela como a sua primeira vez. De fato era, pois, em nenhuma das outras vezes, ela sentira tanto prazer em estar com alguém. Era tudo diferente. O beijo era mais gostoso, o tesão, infinitamente maior, e ele, inexplicavelmente o homem da sua vida. Foi a transa mais gostosa da sua vida até então. Depois, a cada transa com ele, ela sentia uma espécie de êxtase e viajava até as mais distantes galáxias. Como era gostoso ter aquele homem sobre si mesma. De quanto prazer, jamais sentido antes, ela pôde desfrutar.

É ele o homem com quem quer passar o resto da sua vida, onde quer que ele esteja. É com ele que ela quer sonhar todas as noites de sua vida. É ele que ela quer abraçar nas noites frias ou de calor. É com ele que ela quer fazer amor até morrer. É ele o grande amor da sua vida. E agora, sem saber o que fazer, ela chora, lamenta tão intensa paixão e inexplicável desejo que sente por esse homem todos os dias. Não sabe mais o que fazer, nem a verdadeira razão do seu infinito amor. Talvez seja solidão, mas, por ele, eu asseguro, ela é capaz dos mais loucos absurdos. Por ele, sim, ela é capaz de mudar completamente a sua vida. Por ele largaria tudo e recomeçaria uma vida completamente diferente, simplesmente com um único objetivo: ser e faze-lo feliz.

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