terça-feira, 2 de novembro de 2010

Obsessão


Abriu a porta. Ainda era manhã. Fazia aquele calor insuportável do Rio de Janeiro, completamente oposto ao clima de Curitiba.

Estava de camisola. Olhou-a, analisando-a de cima a baixo. Fechou a porta, enconstou-a contra a parede, ali mesmo, na sala. Sacou para fora o pau duro e pulsante. Levantou a camisola, puxou a calcinha para o lado e enfiou tudo, de uma só vez. Marcela soltou um gemido agudo de dor e ele continuou, aumentando a intensidade das suas estocadas. Ela, imobilizada, o recebia, sentindo um misto de dor, prazer, amor e tristeza. O sangue escorria entre suas pernas. Sentia-se rasgada por aquele mastro firme, grosso, agressivo. Quanto mais ele percebia que a machucava, mais tesão sentia.

Fechou os olhos. Glorinha veio-lhe à mente e com a ex fazia exatamente como Glorinha gostava. Puxava forte seus cabelos, esbofeteava-lhe a cara e quanto mais ela gritava, mais fortes eram as bofetadas. Glorinha nunca gritava. Sempre pedia mais, e mais, e mais. Gostava de sentir-se violentada, gostava de agressividade e era assim que Alberto agia com Marcela, como se estivesse com Glorinha. Ela chorava de dor, urrava de prazer, desespero, amargura. Sabia que o ex-marido pensava na outra, mas não reagia.

As investidas do ex contra ela continuavam e ficavam cada vez mais fortes. Ela já não agüentava mais. Sentia ainda mais dor. Dor física. Dor emocional. Seus olhos vertiam lágrimas amargas cada vez que ele a chamava de Glorinha. Ainda assim, ela aceitava, completamente humilhada. Naquele momento os sentimentos se misturavam. Sentia amor. Sentia ódio. Ódio dele, ódio de Glorinha, ódio de si mesma, da sua fraqueza, do seu amor e mesmo com tanto ódio e toda aquela humilhação, ainda sentia tesão.

Sua boceta havia parado de sangrar. Agora estava encharcada. Parecia, de certa forma, que Marcela gostava daquela situação. Nem ela mesma conseguia entender o por quê, mas estava gostando. O pau de Alberto pulsava dentro dela, fazendo-a gozar algumas vezes. Pedia que ele a batesse, que sugasse forte seus mamilos, que a chamasse de puta, de vadia, de Glorinha.

- Sentiu minha falta, sua vadia?
- Me bate. Na cara
- Quer apanhar como antes? Então toma! E toma! E toma mais!
- Sentiu saudades da sua cadelinha, foi?
- Muita! Muita falta da minha Glorinha. Só minha. Não vou deixar você ser de mais ninguém, entendeu, sua piranha? Você é só minha.
- Sou. Só sua. Sempre fui só sua.

Nesse momento sentiu um aperto no coração, porque, de fato, havia sido somente dele, de mais ninguém.

- Eu te amo, Alberto!
Alberto, então, respondeu com outra bofetada: Toma! É disso que você gosta, que eu sei. É isso que você merece.
- Eu te amo!
- Ama? Agora você me ama? Virou a mulher de costas, colocou-lhe de quatro: Toma!
Enfiou o pau rijo lá atrás, como se a estivesse rasgando toda.
- Filho da puta!
- Doeu? Mas você gosta que eu sei. Toma mais! E toma!

Marcela voltou a chorar de dor.
- Ta doendo, cachorra? Então toma mais. Você gosta de tomar nesse cuzinho apertadinho. Ta reclamando por quê? Hein? Se reclamar vai apanhar.

E continuou a estocar. Enfiava tudo, sem dó, com raiva, com tesão. Estava cego de prazer. A todo momento, ali, acreditava ser Glorinha aquela pobre e humilhada mulher.

- Agora vou te colocar de joelho, aqui na minha frente – e o fez. Colocou Marcela ajoelhada na sua frente e... Toma! Chupa meu pau, sua vadia. Faça o que de melhor você faz. Chupa. Engole. Engasgou? Pois se continuar engasgando, vou enfiar ainda mais fundo.

E chupou, chupou, mas Alberto não estava satisfeito.
- Esqueceu como é que se chupa gostoso um pau? Eu que te ensinei, lembra? Você já foi melhor nisso. Você não paga boquete no seu marido? Pelo visto não. Ele não gosta, né? Tem cara de que fica só no papai e mamãe. Você merece coisa muito melhor. Duvido que ele te coma gostoso como eu. Deve ter um pauzinho mixuruca.

E Marcela chorava enquanto chupava Alberto e ouvia aquelas palavras que lhe soavam doloridas, mas não parou de chupar.

- Fala! Fala se ele te come gostoso como eu. Ah, que pena... é falta de educação falar enquanto se está de boca cheia. Adoro sua educação.

Marcela chupava e olhava fixamente nos olhos cegos de Alberto. Deixava-se usar por ele sem reclamar. Apenas chorava.

- Vem cá que eu vou gozar na sua cara e depois vou chupar sua boceta.
Gozou na cara de Marcela. Glorinha adorava quando ele gozava em sua cara.

- Agora é a sua vez. Deitou a mulher no chão frio, abriu-lhe as perna e caiu de boca. Mas percebeu algo diferente. O gosto. Jamais se esquecera do gosto de Glorinha e aquele não era o dela. Foi então que se deu conta do que estava fazendo e, de súbito, se afastou, transtornado.

Agora era ele que chorava. Não conseguia conter suas lágrimas. Levantou-se. Seguiu em direção ao banheiro. Lavou-se. Recompôs-se. Abandonou Marcela ali, na sala, caída, trêmula, sem sequer olhar na sua cara. Bateu a porta. Foi embora.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sexo à distância

Mora de fundos para um quartel. Da janela da sala vê-se soldados pela manhã, jogando futebol, e ao longo do dia, uns e outros a circular.

Foi num fim de tarde, por volta das 17h, quando voltou de sua corrida diária pela orla. Chegou em casa com o suor escorrendo pelo corpo e, como de costume, tirou a roupa. Ficou apenas de calcinha e sutiã. Ligou o ventilador de teto. Ao som, Nouvelle Vague. Pegou um copo d'água, sentou-se no parapeito e acendeu seu cigarro, que já fica, providencialmente, ali, na janela, com um esqueiro preto. Seus esqueiros são sempre na cor preta.

Fumou dois, três cigarros. Levantou, pegou uma cerveja, sentou-se novamente, acendeu mais um cigarro.

Do lado de fora alguém a espiava, sem que ela percebesse. Passaram-se alguns minutos e ela teve a sensação de estar sendo mesmo observada. Deu-se conta dos seus trajes. Era uma calcinha lilaz e pequena. Acredita ficar sexy usando calcinhas pequenas em cores delicadas. O sutiã, de bojo, para dar volume aos seios, era preto, estampado com pequenos corações lilazes, para combinar com a calcinha.

Olhou para o lado de fora, por todos os lados, tentando achar alguém que a estivesse observando e, assim, confirmar sua sensação. Avistou um rapaz, escondido atrás de uma coluna de concreto, paralisado, que a olhava fixamente. Devorava-a com os olhos, como um canibal faminto.

Ficou sem graça, tímida que é, apagou o cigarro, vestiu um blusão, voltou à janela. O rapaz continuava exatamente no mesmo lugar, como se soubesse que ela voltaria. Levantou novamente, pegou outra cerveja, acendeu outro cigarro. Passou a agradar-se daquela situação. O calou aumentou. Tirou o blusão. O calor foi descendo pelo pescoço e escorrendo por entre as pernas. Estava cheia de tesão. Sentia vontade de atirar-se daquela janela, do alto do 3º andar, direto para os braços do soldado.

Tirou para fora o pênis duro, quente, pulsante, latejando cada vez mais forte. Fez gestos obscenos para ela, que se masturbava loucamente. Seu desejo era cair de boca naquele pau que lhe parecia tão apetitoso e depois rebolar em cima até gozar. Seus mamilos pediam a língua dele. Sua boca salivava, chamando pelos lábios dele. Sua boceta implorava pela língua quente lambendo-lhe os lábios.

Gozou. Levou a mão melada até boca e, de olhos fechados, delirava como se estivesse sentindo o gosto da sua boceta através da boca daquele homem.

Abriu os olhos e lá estava ele, entregue à volúpia daquele momento delicioso e único, com a mão melada da porra que acabara de jorrar.

Voltou a si e, envergonhada, fechou a cortina. Caiu embaixo do chuveiro de água gelada, vestiu-se e foi para o curso de francês.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Justine


É, eu andei sumida. Mas voltei. Voltei cheia de novas histórias e... apaixonada.
Viajei, conheci pessoas diferentes, vivi experiências, no mínimo, curiosas. Coisas que aconteceram que jamais imaginei que fossem viáveis e que estão deixando minha vida de ponta à cabeça.

Foi em Visconde de Mauá, Rio de Janeiro, que conheci Justine, uma francesa residente no Brasil há 6 anos. Nunca havia me relacionado com mulher, a não ser em orgias e casas de swing, para agradar um antigo parceiro.

No camping percebi uma moça de traços fortes e olhos azuis a me observar a todo instante. Fiquei constrangida com aquela mulher me olhando o tempo todo, sem parar. Mal piscava os olhos. Fiquei impaciente. Fui até ela, para saber se precisava de algo. Sinalizando com a cabeça ela respondeu que não. Saí, voltei à barraca, para trocar de roupa, e Justine continuava com o olhar fixo em mim.

Troquei de roupa. Fazia muito frio. Coloquei uma calça de moletom, um tênis, uma regata e um cachecol de lã para ir almoçar. Abri o zíper da barraca e lá estava ela, Justine, parada em frente, sem deixar espaço para que eu pudesse sair. Olhamo-nos por alguns segundos e, de súbito, ela entrou. Puxou meu cachecol e, sem que eu pudesse me movimentar, tirou minha blusa. Acariciou com suas mãos brancas, de palmas amarelas, meus seios, minha barriga, minhas costas e eu, assustada, não sabia exatamente o que fazer. Sabia no que aquilo daria, caso a deixasse ir adiante com suas investidas.
Ao mesmo tempo em que eu queria expulsá-la a gritos de dentro da minha barraca, estava gostando daquilo. Era a primeira vez que estava, de fato, com uma mulher nessa situação. Das outras vezes sempre tinha um homem. Era proposital, era fantasia, era selvagem. Dessa vez era diferente. Não havia nada de selvagem. Ocorreu tudo com naturalidade, sem que nada fosse planejado. Éramos apenas Justine e eu, sem platéia. Apenas nós duas, ao som das cachoeiras, dos cantos dos pássaros, no frio que se fez calor dentro daquela barraca apertada.

Aquela mulher de beleza hipnotizante, ruiva, olhos de topázio, lábios finos e vermelhos, como os meus, me olhava enternecida, me acariciava devagar, fazendo-me sentir prazer com cada toque suave das suas mãos. Não pude resistir e me entreguei aos encantos daquela francesa de ares misteriosos.

Tirou sua roupa e levou minhas mãos até os seus seios, redondos e pequenos, como os meus. Ficamos alguns minutos naquele momento de carícia e conhecimento. Exploramos cada parte do corpo uma da outra até estarmos completamente nuas e entregues à paixão. Fizemos amor, ali, naquela barraca apertada, e, ali, pude sentir algo que homem nenhum despertara em mim.

Por dois meses viajamos e vivemos a nossa história intensa que eu me atrevo a chamar de história de amor.
Justine está em Curitiba e eu, no Rio de Janeiro. Nosso reencontro, deixo por conta do acaso, o mesmo que fez com que nos encontrássemos em Mauá.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Só para esclarecer

Eu ando meio sumida daqui, eu sei. Estou recheada de históriazinhas sacaninhas e gostosinhas para contar, mas não tenho tido tempo de colocá-las aqui. Prometo fazer um esforço para começar a escrever e em breve compartilhar essas novas e deliciosas aventuras com vocês.

Beijos calientes...

Glorinha

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Merlot e Dire Straits



Parece-me sugestivo um merlot combinado com o som lento, romântico e sexy do clássico saxofone de Your Latest Trick. Isso me faz lembrar de momentos não vividos e desperta o erotismo em minha mente às vezes pervertida.

O vinho tem o poder de alforar em mim o romantismo, o desejo, a paixão, a luxúria, a vontade de um sexo gostoso.

Eu, ele, merlot, meia-luz e Your Latest Trick.

Imagino um ambiente carregado de sensualidade, aconchegante, uma cama macia, lencóis brancos de seda, velas, pétalas vermelhas e incenso almískar.

A lingerie preta semi-revela meu corpo de pele macia e bronzeada.

Ele é magro e está deliciosamente nu, me despindo e descobrindo cada centímetro de mim. Massageia meus pés, passa óleo de amêndoas em minhas longas pernas, acaricia minha carne, lambe meus seios, me beija a boca, penetra minhas cavidades.

Estamos os dois embriagados, entregues ao amor, à luxúria, ao deleite.

Mas a realidade é que estou só, tomando meu merlot e ouvindo o sax de Dire Straits.

Acabei de sair do banho. Meu cheiro adocicado e o frescor da minha pele me desperta o tesão. Meu corpo está febril, à procura de carícias. Meus lábios pedem línguas.

Estou úmida, pronta para receber aquele homem. Aquele que desejo há anos. O único que desejei e nunca tive.

Você, o homem dos meus sonhos. O único que amei sem ter conhecido.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Por essa eu não esperava



A idéia era escrever mais um dos meus contos. Mas está cada vez mais difícil. Não é por falta de prática, porque sexo é algo que não me tem faltado, graças aos deuses. O problema é que, quando começo a escrever, viajo nas cenas, lembro-me dos detalhes, do beijo, da penetração, dos gemidos.


É tão excitante viajar nessa onda, dentro da minha solidão, que instintivamente vou ao armário, pego os meus brinquedinhos e ligo a TV no canal adulto. Fico horas rolando no chão, ouvindo aqueles gemidos forçados e me masturbando.


Gozo diversas vezes, até me sentir totalmente satisfeita, a ponto de os vibradores e o filme pornô perderam a graça. É claro que eu preferia um pau de verdade. Quente, vibrante, vermelho, duro, grosso e grande, na medida certa, de modo que não sobre um espaçozinho sequer dentro de mim. Infelizmente não posso ter isso a todo momento.


Apesar de o sexo estar presente em meu dia-a-dia, há certos momentos, normalmente nos momentos em que mais preciso, nas horas mais inusitadas, em que não posso ter um macho ao meu lado, satisfazendo os mais secretos dos meus desejos.


Então... então que mais uma vez eu parei para me masturbar e quando estava perto de gozar, toca o telefone. Um carinha que conheci há algumas semanas. Gente boa, inteligente, papo legal, beijo bom, companhia boa, mas tem um problema: é gordinho.


Quem lê meus contos, já deve ter percebido que eu gosto de homens altos e muito, muito magros. E se “todo canalha é magro”, como já disse Nelson Rodrigues, eu gosto mesmo é de canalha. Eles fazem deliciosos estragos na cama.


Este, o gordinho, não tem cara nem jeito de canalha. Mas confesso que me surpreendi com seu desempenho. Melhor que muitos magricelas que já tive.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Marturbação matinal


Comecei o dia querendo me masturbar. Não estava com o tesão a flor da pele ou subindo pelas paredes. Só estava a fim. Fazia tempo que não fazia isso. Umas duas semanas, mais ou menos. Então pensei: por que não? Comecei me massageando. Estava sentindo uma sensação gostosa, mas só as mãos não tem graça. Peguei meu brinquedinho masturbador, liguei e comecei a mexer no meu botãozinho escondido entre minhas fendas. Ficou melhor ainda. Eu sinto uma sensação doce quando faço isso. É exatemente isto: uma sensação doce, sempre antes de gozar. Mas não gozei. Quis ver uns vídeos de sacanagem, salvos no "meus favoritos" e ligar a webcam para um amigo íntimo me olhar. Ele sente tesão em mim, eu também sinto tesão nele e ele adora me ver nua pela webcam. A gente transa quando dá. Pessoalmente, claro. Esse negócio de sexo virtual, não vejo graça. Se pudéssemos, transaríamos todos os dias, mas moramos distantes um do outro. Ele goza quando me masturbo na frente dele. Eu não gosto muito desse tipo de observação. Fico inibida. Mas de vez em quando, para agradá-lo, eu o deixo me observar. Liguei o computador, conectei-me à internet, meu amigo não estava online, mas ainda me restavam os vídeos. As páginas não abriram. Brochei.

Ao som de Suzanne Vega

Passei o dia inteiro ouvindo Luka, de Susanne Vega. Era tema de alguma novela da Globo. Não lembro qual. Mas é uma antiga, porque me leva de volta aos meus 9 anos de idade. Impressionante como tudo o que remete à minha infância, é exatamente na época em que eu tinha 9 anos de idade. Época em que meus pais se separaram. Época em que eu conheci o meu primeiro amor: Rodrigo. Época em que vi, pela primeira vez ,uma revista pornogáfica e fiquei sem entender por que ela estava toda grudada.

Passei o dia tentando arrumar a casa. Não é fácil morar sozinha e ainda ter que dar uma de dona-de-casa. Mas às vezes é até legal. Eu não sei fazer nada e nem faço questão de aprender. Hoje, na tentativa de lavar roupa, manchei três peças. Saí atrás de tinta para tingir. Queria tinta preta, para garantir maior êxito. Não achei. Aí vi na internet que poderia tingir roupas claras com borra de café. Segui os passos, mas as manchas não saíram. Vou ter que levá-las a uma tinturaria.


Para distrair, comprei algumas garrafas de skol e pacotes de batata frita. Sempre que bebo fico com tesão. Vontade incontrolável de dar. Só não subo pelas paredes porque tenho a ajuda da TV à cabo e de alguns objetos de consolo.


Acabei me distraindo demais, porque não era sobre isso que eu queria falar. Queria falar sobre algo que me fez, neste momento, me lembrar de Humberto, meu único, verdadeiro e destrutivo amor.


Já disse aqui, em outra ocasião, que ele é casado.


Tivemos um caso. Não foi um caso qualquer. Foi quente, sórdido e destrutivo. A esposa dele descobriu tudo. É claro que ele continua com ela.


Sabe, leitor, o mais engraçado nessa história é que, mesmo depois de tudo ter acabado, ainda sou presente na vida dele. Outro dia a tal me ligou. Ela acompanha meus blogs. Lê tudo o que escrevo. Ela mesma me confessou. Acho que ganhei uma fã.


Há quem diga que ela tem uma certa tara por mim. Será? Mas ela não faz meu tipo. Se ao menos fosse alta, magra, pele branca, cabelos lisos (alisados não vale) e curtos e tatuagem no braço, quem sabe. Melhor deixar esse assunto de lado, para não ter a desagradável surpresa de outro telefonema. Ainda não era sobre isso que eu ia falar.


Afonso, meu outro amor. Minha válvula de escape. Às vezes ele me irrita, às vezes eu o adoro, às vezes ele me faz rir e sempre me proporciona momentos deliciosos de sonhos, prazer, luxúria, esquecimento. Com ele sou linda, sensual, puta, sou mulher de verdade. Nos últimos quatro meses tenho sido exclusivamente dele.


Sempre me masturbo pensando nele. Era sobre isso que ia falar. Mas perdi o fio da meada. Fica para uma próxima!


Até lá, vou ouvindo Suzanne Vega.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Procura-se


Alguém que me aceite como realmente sou: alta, magra, sexy, pervertida, cabelo curto, liso, pêlos raspados, pele amarela e macia, boca pequena, lábios rosados e beijo doce.


Tem que ser bom de cama.

Uma companhia para as tardes solitárias de domingo. Alguém para acordar ao lado nas manhãs frias e chuvosas. Alguém que faça carinho nas minhas costas sem reclamar, que satisfaça meus desejos e não se importe que eu ande nua pela casa com minha inseparável taça de vinho.

Não pode ser ciumento. Não sou adepta à monogamia.


Não aceito os casados. Minha experiência não foi das melhores.


Nada de namoradas. Não quero me comprometer, mas estou cansada de homens comprometidos.


Não vale se apegar, nem ficar exigindo satisfações. Detesto ter que dar satisfações.


Tem que ser bonito, inteligente alto, mais alto que eu (tenho 1,78 de altura), magro, sequinho, mas definidinho.


Gosto dos de traços fortes, sorrisos largos, olhares profundos e devoradores, jeito de canalha. Adoro um canalha. Na cama, são os melhores.

Precisa ter pegada e saber chupar uma boceta. Poucos sabem.


Dispenso aqueles que dão umazinha, viram para o lado e dormem. Eu sou insaciável. Gosto de trepar o dia inteiro, com intervalo apenas para uma cervejinha, ou um vinho, dependendo do momento.

Tem que gostar de sexo selvagem, do tipo que puxa a mulher pelo cabelo, bate na cara e xinga de vagabunda. Adoro quando me chamam de vagabunda. Sou uma puta na cama. Pareço uma cadelinha no cio, quando estou com tesão.

Gosto xingar e dar bofetadas na cara também.


Gosto que metam com força na minha boceta. Adoro ouvir o barulho dos corpos se batendo.

Minha posição favorita é de quatro, apoiada na parede, com o cara me puxando pelo cabelo e empurrando a pica com vontade para dentro da minha xoxota. Também gosto de cavalgar em cima de um pau, de rebolar loucamente até gozar e fico louca quando o cara goza na minha cara depois de um delicioso boquete.

O pau tem que ser na medida. Grande demais machuca e não cabe na minha boca. Tem que ter uns 19 cm e ser grossinho. Muito grosso não, senão não entra no meu cuzinho. Sim, eu adoro dar o cu. Cansei de gozar fazendo sexo anal.

Mas não adianta ser tudo isso, se, além disso, não for educado e sofisticado, gostar de Beatles e Rolling Stones, livrarias e café nos finais de tarde.


Tem que ser romântico, do tipo que manda flores e caminha pelas ruas de mãos dadas.


Não quero nada escondido.


Pode ter outras, eu não ligo, mas a prioridade deverá sempre ser minha.


Procura-se um relacionamento aberto e sincero.

terça-feira, 14 de julho de 2009

A história continua


A história deste casal já foi contada aqui, em outra ocasião. Casalzinho problemático, diga-se de passagem, mas falar deles é sempre uma delícia.

Dizem que “onde se ganha o pão, não se come da carne.”. Bobagem! Locais de trabalho são os ambientes mais propícios para as histórias divertidas de romances e casinhos dos mais sórdidos.

O caso em pauta, inicialmente, pareceu um romance, com direito a final feliz, mas depois mostrou-se mais uma história sórdida entre duas pessoas viciadas no prazer sem limites, que deixaram o desejo carnal vencer “a moral e os bons costumes”.

Há quem acredite que houve sentimento de amor entre os dois. Eu diria que houve paixão, dada a força com que eles se entregaram um ao outro e devido ao rumo que essa história curta e intensa tomou.

Tinha um gosto doce e ao mesmo tempo amargo. Era doentio, louco, mas era gostoso ver como eles se olhavam. Pareciam devorarem-se com os olhos, com os gestos, com as mais inocentes e simples palavras dirigidas.

Houve sofrimento, mas houve também muito, muito prazer, muito sexo, muita fome, muita sede.

As paredes da repartição têm muita história para contar desses dois, como a transa que aconteceu no banheiro, já relatada aqui. Porém, houve uma, em particular, que me faz molhar a calcinha.

Imagino cada cena, cada detalhe, as mãos, os corpos agonizantes de desejo, os gemidos, as bocas, as línguas, a pele, o suor escorrendo, transbordando de cada póro. É uma história que terei o prazer de compartilhar.

Aconteceu às vésperas das férias dele, perto do dia em que ela se mudaria para um Estado distante.

Rolou de uma turma da repartição ter de ir realizar um trabalho externo. A princípio ela não ia, mas o chefe dele a convidou e não tinha como ela recusar. Era uma visita a um local nada atraente: o aterro sanitário da cidade, também conhecido como lixão.

Eles estavam sem se falar há mais de um mês. Haviam brigado. O contato entre os dois era estritamente profissional, somente em casos de extrema necessidade.

O problema de se relacionar com colegas de trabalho é quando não se sabe separar as coisas. Fica um clima estranho e todo mundo percebe. Além disso, quando rolam as brigas, eles são obrigados a se esbarrarem pelos corredores e às vezes dividir o mesmo espaço. Mesmo assim, o durante é super divertido. Quando acham que estão disfarçando, todo mundo já percebeu, mas ninguém comenta nada se coisa for séria. Às vezes comentam, mas os comentários são mais discretos que os olhares do casal comentado. No final das contas, todo mundo se diverte. O casal, a turma de fofoqueiros de plantão e aqueles mais discretos que sabem, mas fingem não saber.

Nesse dia foi inevitável o contato. Eles foram no mesmo carro, no banco de trás. Na frente, o chefe e o motorista. Nos primeiros minutos, cada um olhava para um lado, de costas, um para o outro. O trajeto era longo. Ela não via a hora de descer daquele carro para tomar uma boa distância dele. Ele também parecia querer o mesmo, não fosse a sua mão “involuntária”, repentinamente tocando a mão dela.

Tomou um susto, mas gostou. As mãos passaram a se acariciar, mas ambos continuavam a olhar para lados opostos. Ela sentia o suor correr de dentro de sua vagina e ele percebia o pau crescer dentro do jeans apertado.

Ele se aproximou. Sua mão passou a percorrer por entre as pernas dela. Usava uma saia rodada, na altura do joelho. Entre uma respiração e outra, um pouco ofegante, sentiu os dedos tocarem sua vagina. Eles se olharam. Queriam se agarrarem ali, arrancar as roupas e seguirem o instinto, o desejo reprimido que aflorava a cada toque, a cada olhar, a cada movimento.

Continuava massageando a vagina, cada vez mais molhada. Tirava seus dedos de lá e os levava até a boca, para sentir o gosto fresco daquela mulher que, apesar de tudo, ainda era sua.

O carro parou. Num susto, tirou a mão de dentro dela. Recompuseram-se. Ninguém percebeu nada.

Desceram. Foram todos em direção ao restaurante, à beira da estrada. À mesa havia oito pessoas, contando com os dois.

Sentaram-se de frente um para o outro. Entreolhavam-se disfarçadamente e, por baixo da mesa, roçavam suas pernas.

Falava-se de trabalho. Ela foi a primeira a terminar de comer. Levantou e foi ao banheiro. Jogou água fria no rosto. Olhou no espelho. Ele estava logo atrás. Sem uma palavra, puxou-a pela cintura e deu-lhe um beijo ardente, molhado, desesperado, apaixonado. Os corpos febris pediam sexo. Prensou-a contra a porta. Abaixou-se, levantou a saia, puxou a calcinha para o lado e chupou. Sentiu seu gosto doce e a fez gozar em sua boca, como das outras vezes.

Engoliu. Saboreou cada gota daquele mel.

O pessoal estava terminando de almoçar e antes que alguém percebesse, ele saiu do banheiro e voltou à mesa. Antes, lavou a cara, mas o gosto dela continuou em sua boca. Ela foi dar uma volta no jardim, nos fundos do restaurante.

Passaram-se mais ou menos meia hora, quando todos para os carros e seguiram em direção ao aterro.

Os dois continuavam mudos, um do lado do outro, no banco traseiro, mas as mãos se acariciavam.

Ela queria poder abraçá-lo, sentir seu cheiro. Ele só pensava no cheiro dela, no gosto da sua boceta, na delícia dos seus beijos.

A viagem parecia mais longa do que realmente era. Eles estavam angustiados dentro daquele carro. Ela parecia estar sem ar e ele transpirava.

O chefe e o motorista conversavam sem parar e mal podiam imaginar o que estava se passando no banco de trás.

Finalmente chegaram. O lugar fedia muito. Não tinha como ser diferente – estamos falando de um lixão.

Todos colocaram máscaras e seguiram caminhando, a fim de verificar as irregularidades do local.

Ela ia andando na frente com os outros e ele atrás a observá-la, devorando-a com os olhos.

Quando todos entraram no galpão de reciclagem ele a puxou pelo braço e seguiu até um lugar pouco distante dali, cheio de árvores e um rio poluído.

Ali, naquele ambiente fétido, ele a encostou numa árvore, arriou as calças, colocou o cacete para fora. Estava duro, pulsante, apetitoso. Levantou a saia. Rasgou sua calcinha. Enfiou forte. Ela gemeu. Quanta saudade sentira daquele pau socado em sua boceta.

Eles se beijavam, lambiam-se, cheiravam-se. Tamanho era o desejo, o tesão, a satisfação. A cada estocada, um gemido alto e agudo. A cada gemido alto e agudo uma estocada ainda mais forte. As mãos percorriam os corpos. Os beijos eram ardentes. Os póros dilatavam-se. Os suores se misturavam. Os corpos se esfregavam. O cheiro dele a enlouquecia. O perfume dela o deixava irracional. A razão deu lugar ao instinto, à loucura. Ele metia com vontade. O pau deslizava, escorregava, latejava. Os corpos estavam ali, encaixados, formando um só corpo. Era inexplicável o tamanho do prazer que um proporcionava ao outro. Inexplicável como dois corpos se comunicavam e se entendiam tão bem.

Juntos, gozaram pela última vez. Pelo menos era para ser a última vez. Mas não foi. A história continua e eu me arrepio toda só de pensar no que aconteceu depois. Mas isso eu conto em outra oportunidade.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Prazer sem limites

Acho que já contei aqui que me masturbo desde os 12 anos. Sempre fui muito pervertida, cheia de malícias, mente poluída e uma curiosidade incontrolável quando o assunto é sexo.

Quando criança, tinha mania de ouvir as conversas da empregada com as amigas. Eu era só uma menina de 8 anos que brincava de bonecas enquanto Maria conversava com suas amigas, que estavam sempre lá em casa. Meus pais não se importavam. Maria era como se fosse da família e cuidava muito bem de mim e da minha irmã mais nova.

Ela e suas amigas só falavam em homem. Contavam detalhadamente todas as suas aventuras a dois. Uma delas namorava um cara que tinha um fusca. Lembro-me de uma história que ela contou dos dois dentro daquele carro. Ficava imaginando as cenas com todos os detalhes, mas sempre ficava calada, na minha, brincando, para que elas pudessem continuar com aquela conversa tão interessante.

Na escola, só andava com os meninos. Eles me tratavam como se eu fosse outro menino, mas eu os olhava diferente. Ficava imaginando o que eles escondiam dentro das calças. Nunca tinha visto um pênis. Só o do meu pai, quando eu tinha 9 anos e ele foi trocar de roupa e esqueceu a porta do
quarto aberta. Quando vi, fiquei com nojo. Fiquei o dia inteiro sem conseguir comer nada. Mas em relação aos meninos da escola, era diferente, claro. Eu tinha muita curiosidade, embora nunca tenha conseguido ver o de nenhum deles. Já namorei um garoto da minha sala quando eu estava na 7ª série. Foi meu primeiro namoradinho, mas eu também nunca vi o pênis dele.

Sou viciada em prazer sem limites. Não tenho frescura. Para mim o que importa é a minha satisfação, acompanhada ou não. Adoro me masturbar. Mas se tiver que fazer isso na frente de alguém, eu travo. Homem gosta de ver essas coisas. Então, para agradar o meu, eu me masturbo. O prazer não chega nem aos pés do que sinto quando faço sozinha, porque sozinha minha imaginação vai longe. Imagino de tudo, solto gemidos, xingo e gozo diversas vezes. Com ele olhando não consigo pensar em nada, só em gozar, porque é isso que ele quer ver.

Sou capaz de ir até onde for preciso em busca de prazer e, para isso, não sinto a necessidade de estar dentro de quatro paredes. Para essas coisas não há hora nem lugar.

Não posso dizer que já experimentei de tudo. Perdi a virgindade muito tarde, aos 21 anos, devo ter contado isso aqui também, com um cara que eu namorava na época. Namoramos por três anos e durante esse período só transei com ele. Hoje, seis anos depois de termos terminado, ao longo desse tempo e no auge dos meus 30 anos, posso afirmar que já tive várias experiências com homens diferentes e, uma única vez, com uma mulher.

Esta última aconteceu aconteceu quando fui a uma casa de swing, no Rio de Janeiro, com um carinnha que eu venho me relacionando há 2 anos e meio. Ele é o cara mais pervertido que já conheci e se antes de conhecê-lo eu já era, agora sou muito mais.

Quando a gente começou a transar, eu ainda não tinha feito sexo anal. Tinha medo, porque imaginava que isso não dava prazer, pelo contrário, que doía muito. Ele insistiu até eu ceder. Mas a insistência dele não é aquela coisa chata. Ele vai pelas beiradas, sutil, até chegar aonde quer. Foi
assim também quando ele me pediu para ver uma menina chupando a minha boceta. De jeito nenhum eu quis aceitar isso. Eu não sou lésbica! Mas depois, com jeitinho ele foi me convencendo. Por que não? O máximo que poderia acontecer era eu não gostar. Não ia me tornar lésbica por causa disso, até porque não imagino minha vida sem uma pica gostosa, na medida certa para a minha boceta. Desde que não seja nem pequeno nem fino, todos são uma delícia.

Decidi então encarar mais essa experiência. Confesso que no início me senti um pouco desconfortável. Depois comecei a gostar e não queria mais parar. Lá na casa de swing é assim: a gente entra e recebe a chave de um armário para guardar nossas coisas e assim ficar mais confortável dentro da boate. Tem gente que guarda tudo, inclusive a roupa do corpo e transita livremente, sem nada no corpo. Normalmente quem faz isso é mulher. Eu não.

Estava usando um vestido até o joelho (mais curto que isso, só com uma calça por baixo). Chegando lá, guardamos nossos pertences – bolsa, carteira, celular, chave do carro – e eu, para ficar mais à vontade, tirei e guardei a minha calcinha. Qualquer coisa era só levantar o vestido. Estávamos prontos.

Esse clube tem dois andares. O de baixo é uma boate, onde acontece strip-tease masculino e feminino. A putaria rola solta no andar de cima. Todo mundo passa a mão em todo mundo, não tem como evitar. E já que passavam a mão em mim, eu também aproveitava para apalpar os pênis de todos os caras que passavam em minha direção. Nesse andar existe umas cabines fechadas, onde o casal pode ter mais privacidade e transar sem que ninguém participe ou veja. Mas se fosse para ter privacidade, a gente ficaria em casa. Essas cabines são muito usadas para toca entre casais ou orgias, sem que ninguém veja, nem haja interferências inconvenientes.

Há também umas cabines que, em vez de portas, têm grades, o que possibilita as pessoas de fora
ficarem observando. Muita gente gosta de ver. Eu também gosto. Aliás, adoro ver duas mulheres
transando. Desde muito novinha, isso sempre me excitou, mas nunca despertou em mim a curiosidade de experimentar.

Entramos na cabine de grade. Só nós dois. Transamos, claro, com a grade fechada. Todo mundo observava e quanto mais público nós conseguíamos, com mais tesão ficávamos. Transávamos como dois selvagens e, do lado de fora, as pessoas observavam curiosas, atentas, famintas, com fogo no olhar. Muitos se masturbavam, ali, na nossas frente e isso nos deixava ainda mais irracionais, sedentos um pelo outro.

De repente apareceu uma mulher que pôs-se a nos observar. Era muito parecida comigo. O cabelo tinha um corte similar, era alta, esguia com o eu, parecia uma irmã gêmea. Olhávamos uma para a outra fixamente, enquanto meu parceiro me comia por trás. Assim como eu, ela deve ter ficado assustada com a nossa semelhança física.

Foi a primeira vez que senti tesão por uma mulher. Sentir tesão pela Madonna e pela Angelina Joulie não conta. Também sinto um enorme tesão quando me vejo nua, através do espelho. Talvez isso tenha despertado meu desejo por aquela mulher. Eu não sou bonita, mas sei que tenho algo diferente. Sou exótica e gosto de ser exótica. Isso me faz sentir uma mulher sensual, capaz de chamar a atenção por onde passar. E eu chamo mesmo. Não me sinto bonita, mas me sinto sexy. Minha libido é aflorada e meus gestos e movimentos denunciam isso em mim, tornando-me uma mulher desejável. Gosto disso. Gosto de me sentir assim.

Tudo isso que acabei de descrever sobre mim mesma, eu enxerguei na tal mulher, minha sósia até no olhar. Meu parceiro percebeu meu interesse e gostou da idéia. Dei uma piscadela, como que perguntando se ela queria entrar. Ela balançou a cabeça, aceitando.

Abrimos a porta com cuidado, para que nossa cabine não fosse invadida pelos animais que nos observavam, e ela entrou. Estava seminua. Usava um conjunto de lingerie preta. Adoro lingeries. Principalmente as pretas. Acho que fico bem com elas.

Entrou meio acanhada e eu também estava um pouco apreensiva. Meu parceiro encostou-se na parede e me puxou, abraçando-me por trás. Com suas pernas, abriu minhas pernas e com suas mãos, segurou as minhas, com a intensão de me deixar imóvel.

Ela chegou devagar. Passou a mão pelo meu corpo, por baixo do vestido, apalpando-me às cegas, tentando descobrir cada detalhe do meu corpo. Eu que já estava inerte, fiquei sem reação, paralisada, pálida. Estava gostando.

Senti o pau do parceiro pulsar entre meus lábios inferiores e, de repente, um bafo quente se aproximou. Pude sentir uma carne molhada, maleável, a roçar a minha xoxota. Era ela. Ela me chupava como homem nenhum chupara. Entendia perfeitamente o que eu queria. Ia direto ao ponto mais vulnerável, escondido entre meus pequenos lábios. Ora fazia movimentos circulares com a língua, ora chupava tão forte, que parecia que ia arrancar um pedaço da minha boceta para ela. Às vezes os beijava, como se beija uma boca, às vezes enrijecia a língua e enfiava na minha vagina. Eu arquejava, tremia, gritava, mas meus movimentos estavam paralisados pela força do meu homem. Isso me proporcionava ainda mais prazer e me deixava louca, cheia de tesão, querendo mais, e mais, e mais.

Tirou meu vestido e foi subindo a boca pelo meu corpo até encontrar meus seios. Com a língua, brincava com meus mamilos, enquanto eu sentia meu homem tremer de desejo. Ele me soltou e decidiu participar da brincadeira. Enquanto ela mamava em um dos meus seios, ele mamava no outro. Eles se tocavam e se beijavam, mas estavam sempre concentrados em mim. Eu passei a ser um brinquedo nas mãos dos dois. Eles preenchiam minhas cavidades com os dedos, suas mãos passeavam famintas pelas minhas poucas curvas e eu já estava hipnotizada, trêmula e pedindo muito mais, cada vez mais.

Enquanto ele me comia, ela me lambia. Enquanto ela me beijava, ele me chupava. Eles se abraçavam comigo no meio, como um sanduíche. Ele atrás e ela na frente, roçando seu corpo no meu, seus seios nos meus, sua boca na minha. Passeava com a língua pelos meus lábios, por dentro da minha boca, depois os mordia suavemente e entrelaçava sua língua na minha.

Do lado de fora, os outros assistiam ao nosso espetáculo, se masturbavam e jorravam seus jatos em cima da gente.

Foi uma entre tantas experiências maravilhosas que já tive e que ainda terei. Foi inexplicável o que senti naquela noite. Depois, nunca mais vi aquela mulher e nem senti tesão por outra.

Na verdade, não era sobre isso que eu ia falar. Mas chega de falatórios por hoje.

domingo, 10 de maio de 2009

Solidão


Era domingo. Uma típica manhã de inverno. Chovia muito. Era impossível sair de casa. Continuou deitada, nua, como costuma dormir, encolhida sob os edredons, sentindo seu cheiro nos travesseiros e segurando o xixi, com preguiça de levantar e sair daquele quentinho gostoso.

Passados alguns minutos, a bexiga doía, precisava expelir o líquido forçadamente retido. Levantou-se, enrolada no edredom, caminhou em direção ao banheiro, sentou-se na privada. Ufa! Que alívio sentira naquele momento. Que sensação inexplicavelmente deliciosa, a de mijar quando se está apertada. É orgásmico. Melhor que isso, só uma gozadinha depois de umazinha matinal, quando se é acordada com uma lambidinha na boceta, ou por um pau duro te cutucando por trás, cheio de amor pra dar. Não há mulher que resista.

Mijou. Lavou a boceta no chuveirinho. Quase gozou.

Foi até a sala. Deitou-se no sofá, ainda despida e enrolada nas cobertas. Ligou a TV. Ficou zapeando, à procura de um bom filme ou algo que lhe prendesse a atenção. Não achou nada. Até o canal adulto estava sem graça.

Já passava das 10h. Colocou num canal de música. Ficou alguns minutos, ali, deitada, pensando na vida. Lembrou-se de momentos inesquecíveis, com homens igualmente inesquecíveis. Lembrou-se de cada detalhe: toques, beijos, carícias, mãos, respirações, sussurros, penetrações. Comparou desenvolturas, tamanho de pau, qual era o mais gostoso, quem pagava o melhor boquete, qual deles a deixou com mais tesão. A essa altura, a boceta estava molhada, exalando aquele cheiro doce e mareado que eles adoram.

A carne pulsava, seus mamilos arrepiados pediam línguas e mordidas sutis. Sua boca úmida e vermelha salivava pelos cantos, à procura de beijos ardentes, de um pau circuncisado para lamber, abocanhar até a garganta e chupar levemente a cabecinha.

Na rádio da TV tocava Whitesnake. Ao som de Is This Love, masturbou-se. De olhos fechados lambeu-se, tocou-se, massageou-se, imaginando, ali, a presença de um homem a observá-la.

No chão, um pequeno vibrador. Ligou e levou aos mamilos eriçados, descendo por entre as pernas, até o clitóris. De bruços, agora ao som de Roxete - It Must Have Been Love, ela pressiona o instrumento contra o sexo, na entrada da cavidade, proporcionando uma sensação que descreve como doce, leve, como um carinho nas costas com a ponta dos dedos.

Contorcia-se, nervosa, entre as almofadas. Sussurrava putarias como se ali houvesse um ouvido a escutá-la. Mordia os lábios, como se alguém os estivesse mordendo. Rebolava em cima do pau de borracha. Agonizava de desejo, clamando por um macho a lhe penetrar todos os buracos, respirando ofegante sobre seu corpo febril.

Fechou os olhos e imaginou-se transando consigo mesma. Imaginou-se mamando os próprios seios, pequenos, empinados, nacarados, apetitosos. Sempre sentiu tesão pelos seios. Às vezes pára em frente ao espelho e os admira. Durante o banho, costuma acariciá-los. Muitas vezes sente vontade de chupá-los, mas nem a ponta da sua língua os alcança. Pensou em como seria esta mesma língua acariciando-lhe a boceta, sentindo o gosto do nectar escorrendo diretamente da fonte. Gosto que sente ao levar os dedos melados após penetrá-los na vagina. Viaja no próprio corpo pesando em si mesma. Excita-se ainda mais imaginando os próprios beijos. Esfrega-se no chão frio. Seu corpo transpira. Goza nas mãos e a leva até os lábios para desfrutar seu sabor.

Está passando Al Green - How can you mend a broken heart. Ela pensa nele. Continua a masturbar-se, chamando por ele. Lembra-se das suas investidas, da sua força, da sua voz, sua respiração. Esfrega os dedos incansáveis na boceta e enfia o vibrador de 22cm no cu, como ele fazia, quando a comia por trás. Xinga, uiva, treme, esfrega-se selvagemente no chão. Fricciona a boceta nas almofadas e, sobre elas, cavalga, rebola, como fazia com ele nas tardes frias de sábado, quando ele fugia de casa comê-la às escondidas. Geme alto, loucamente, cega de desejo, sem medo de que os vizinhos a ouçam. Grita. Grita. Grita. Goza.

Trêmula, mole e satisfeita, volta ao sofá e, com um leve sorriso no rosto, dorme.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Confissões

Falar dele ainda dói um pouco. Não tanto quanto doía antes. Mas, por outro lado, falar dele me diverte. Confesso, e disso muitos sabem, que ele deixou marcas que jamais serão apagadas. No máximo, serão desgastadas. Boas e más lembranças, de momentos inesquecíveis, que deixaram saudades, mas que também deixaram muito sofrimento.

Além de amantes, éramos amigos. A mim fez confissões que, sei, jamais faria a outrem. Declarações que despertaram a curiosidade, a imaginação e aguçaram a libido de uma mulher adepta a todos os tipos de experiências sexuais. Revelações tais que tomei a liberdade de compartilhar, com o objetivo de trazer à tona desejos, inspirações, fantasias, curiosidades, loucuras e todo o oculto sexual que há dentro de cada um.

Durante o tempo em que estivemos juntos descobrimos sensações maravilhosas. A fixação por sexo é o nosso principal ponto em comum. Realizamos as mais loucas fantasias e desfrutamos, sem medo, sem pudor, apaixonados, tomados pela volúpia, cada momento, cada vontade, cada toque, cada beijo, cada olhar, cada ato.

Garoto precoce, aos 12 anos perdeu a virgindade com a mulher do tio, uma quarentona com tudo em cima, que o ensinou o que hoje ele faz de melhor: SEXO.

Foi o melhor homem que já tive. Faz um sexo oral de estremecer qualquer mulher. É viciante. Talvez o vício tenha feito com que me apaixonasse por ele. Não por ele exatamente. Hoje vejo que era paixão pelo prazer, pela libertação do meu eu, pela descoberta de novas sensações, pelo despudor. Paixão pelo libertino, pelo profano, pela destreza com a qual ele me comia. Teria sido assim com qualquer um que me proporcionasse o que ele foi capaz de proporcionar. Foi amor de pica.

Aos 17 anos, indicado pela tia coroa, ele fazia programas para outras quarentonas, cinquentonas e algumas sexagenárias. Nascido em berço de ouro, não fazia por necessidade, mas porque gostava.

Aos 20 engravidou uma menina de 17 anos e com ela continua casado até hoje.

Durante alguns anos gerenciou uma das lojas da rede de supermercados da qual seu pai é dono. Aproveitava-se da situação de gerente para comer as balconistas, todas novinhas, bonitinhas, gostosinhas, peitinho empinado, que ele mesmo fazia questão de selecionar.

Aos 30 anos, quando saiu da loja do pai e foi trabalhar na Petrobras, descobriu que a vida era muito mais que aquele mundinho medíocre que vivia. Começou a estudar engenharia e no trabalho conheceu aquela que viria a ser a mulher da sua vida.

Não era uma amante qualquer. Era inteligente, bonita, independente, completamente diferente daquelas pobres coitadas com as quais vinha se envolvendo ao longo dos anos. Era o oposto da sua mulher acomodada naquela vidinha insignificante de dona de casa.

Era estudiosa, esforçada. Tinha as suas ambições pessoais e profissionais. Nunca se acomodou. Sempre caminhou para frente, visando ao crescimento constante. Tinha duas graduações: Comunicação Social e Letras.

Quando se conheceram, ela estava ingressando no mestrado. Ele não estava acostumado com mulheres como ela. Mesmo depois de casado, sempre teve mulheres submissas, acomodadas e que se contentavam em ser a outra. Esta não.

Se dependesse dele, estariam juntos ainda. Mas ela nunca aceitou o fato de ter sido a outra. Foi a única mulher que amou de verdade, mas o medo foi maior e ele acabou perdendo, deixando-a escapar por entre os dedos, direto para os braços de outro.

Dentre as confissões que me fez, algumas acredito que seja invenção. Mas uma em particular me chamou a atenção e me deixou bastante intrigada, curiosa. Mexeu com a minha imaginação.

Contou-me, do nada, no meio de uma conversa nada a ver, que uma vez um homem pagou-lhe um boquete e, pasmem, foi o melhor da sua vida. Fiquei imaginando-o, macho e viril que é, que sabe como comer uma mulher, enfiando o pau na boca de um marmanjo. Comecei a imaginá-lo nessa situação, de olhos fechados, gemendo, pedindo mais, estremecido de tanta satisfação, deleitando-se com a boca de um macho chupando fervorosamente seu membro rígido, pulsante, a liberar litros de porra goela abaixo.

Só de desenhar a cena em minha mente, minha boceta umedece. Lembro-me das vezes em que esse mesmo pênis esteve aconchegado em minha boca, adentrando minha garganta e ejaculando em minha cara. Lembro-me dele socado em minha xoxota. Entrando. Saindo. Entrando. Saindo. Descompassado, desesperado, duro, grosso, gostoso, a pulsar dentro de mim, nas minhas mãos, no meu cu.

Acrescento-me ao espetáculo, vendo a aflição do meu homem sendo chupado por outro e deliciando-se disso, enquanto me beija e lambe meus mamilos, alternadamente. Vejo-o dando o cu, desvirginado pelo meu anelar, a um brutamontes, enquanto o outro continua a abocanhar sua pica. Depois é ele, meu macho, quem enraba o troglodita, que mete, forte e violento, o mastro na minha boceta escorregadia.

Estou com tesão, levo minhas mãos até o clitóris e me masturbo. Pego vibrador e, de olhos fechados, enfio na boceta melada, imaginando estar sendo arregaçada por ele, o grandalhão da pemba gigante. Gozo. Molho o sofá e volto a escrever. Ainda estou com tesão, mas preciso terminar esta história.

Na época em que éramos amantes, ele me pediu para enrabá-lo com o vibrador. Eu o fiz. Enfiei até o fim. Ele não reclamou. Pelo contrário. Gozou. Ele gostou tanto da experiência, que isso se tornou praxe. Eu acabei comprando uma cinta, daquelas que vem com uma giromba de 22 centímetros pendurada e, com ela, quase todos os dias comia seu cu.

Primeiro ele me fodia gostoso. Pagava um boquetezinho, comia minha boceta, minha bunda e me deixava satisfeita. Depois de duas ou três gozadas, era a vez de invertermos os papéis. Ele passava a ser a mulherzinha e eu o macho. Era divertido. Ele adorava dar aquele brioco rosado e apertado e eu adorava meter o pau de borracha lá dentro.

Nunca imaginei ver um homem gozar dando a bunda. Será que ele é veado? Mas ele me come tão gostoso, com tanta fome... confesso que sinto falta. Falta daquele cu, do pau nos meus orifícios, daquela porra amarga escorrendo pelos cantos da minha boca, daquelas mãos me puxando pelos cabelos, pelas ancas, me apertando, me batendo na cara. Tenho certeza de que ele também.

Com ele aprendi a ser safada. Aprendi como chupar um pau e enlouquecer qualquer homem com a agilidade da minha boca. Aprendi, sobretudo, que, em nome do prazer, tudo é válido. Entre quatro paredes, ao ar livre ou onde quer que seja. A qualquer hora. Para o sexo, toda hora é hora e todo lugar é lugar. Basta estar com tesão.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Pro inferno a poesia. Eu quero sexo, porra!

O motivo não interessa, mas, por escolha própria, escolheu a distância. Como conseqüência, ficou sem aquilo que considera primordial: SEXO.

Sexo para desestressar.
Sexo para descontrair.
Sexo para se divertir.
Sexo para comer.
Sexo para trabalhar.
Sexo para aliviar.
Sexo para controlar.
Sexo contra a dor.
Sexo para esquecer.
Sexo.
Sexo.
Sexo.
Sexo para viver.

São vários dias, quase um mês, sem sequer ver um pau de perto. Nos últimos sete dias tem sonhado perversões todas as noites. Nos últimos três, masturbou-se em frente à TV, ligada no canal adulto.

Houve uma madrugada em que acordou sedenta por um pênis, entrando e saindo, ritmado e com força, de suas entranhas. Lembrou-se de que em seu armário havia dois vibradores. Nem parou para pensar. Foi lá e pegou. Foram duas horas de masturbação, sem parar, gozando sucessivamente. Ora alternava os vibradores, ora usava os dois ao mesmo tempo, um na frente e outro atrás. Às vezes esfregava um no clitóris enquanto metia o outro na boceta e, ao tirá-lo de lá, todo melado, levava até a boca para sentir seu gosto.

Uma das coisas que que ela adora é desfrutar do seu próprio sabor. Isso a enlouquece. É capaz de gozar só de beijar a boca gozada do seu parceiro logo após o sexo oral. Muitas vezes, em casa, sozinha, principalmente durante o banho, ela enfia o dedo lá dentro, cheira e depois chupa. É uma mania que tem desde adolescente. Desde então, excita-se com o próprio cheiro, doce e refrescante, após sair do banho, e mareado, depois de um dia inteiro de trabalho.

Homem com homem, mulher com mulher, homem e mulher, mulheres e homem, homens e mulher, orgia, cheiros, seios, bocetas, línguas, cu, pau duro e até a imagem de um pintinho mole tem molhado constantemente a sua calcinha.

O quarto, a cama, a sala, o banheiro, a casa. Tudo exala sexo.

Travesseiros, almofadas e edredons testemunham a agonia de uma boceta desesperada por uma pica ereta, pulsante, a preenchê-la com violência, capaz de satisfazê-la até a última gota.

As duas últimas vezes que transou foram nos dias que antecederam a sua viagem de mudança. Uma, de madrugada, no banheiro de um bar, com um amigo que conhecera há pouco tempo e, à primeira vista, chamou-lhe a atenção. A outra, num motel, horas antes de partir, com um caso antigo.

O primeiro é do tipo bonitinho, cobiçado pelas adolescentes, cabelinho liso e caído nos olhos, alto, magro, bem definido... bem gostosinho.

Viajaram com uns amigos em comum para o Rio de Janeiro, onde aconteceria um festival de rock. Lá pelas tantas, depois da apresentação de duas bandas, os dois, que não se cansavam de trocar olhares famintos, caminharam, espontaneamente, em direção a um lugar escuro, longe da vista das pessoas.
Ele a encurralou num canto, apertando seu corpo contra o dela. Puxando-o pelo pescoço, ela arrancou-lhe um beijo. As línguas nervosas e ardentes entrelaçaram-se, passeando dentro das bocas. Ele chupava os lábios dela como se quisesse arrancá-los. As mãos involuntárias percorriam os corpos aflitos e vorazes que se esfregavam. Ela podia sentir o pau crescendo por dentro da calça folgada do garoto, ao mesmo tempo em que sua calcinha se inundava.
Chupavam-se compulsivamente, quando ela enfiou a mão por dentro das calças dele e pôde sentir o pulsar do membro quente e duro entre os seus dedos. A saliva escorria pela boca, tão grande era a vontade de deslizar os lábios sobre o instrumento.

As pessoas começaram a circular por ali. Algumas paravam para olhar, outras soltavam risadinhas sacanas e ainda havia quem fingisse não ver. Naquela altura do campeonato os dois já estavam tomados pelo desejo. Eram dois animais que só queriam sexo, sexo e sexo.

Puxou-lhe para dentro do banheiro apertado. Trancou a porta. Treparam selvagemente dentro daquele cubículo escuro e fedendo a mijo. Sua falta de experiência a excitava. Ela o conduzia e, desajeitado, ele enfiava. Embora não tenha conseguido faze-la gozar, ele enfiava gostoso.
Depois de deliciosas e inexperientes socadas, tirou o pênis de dentro dela, que desceu a boca até lá e mamou com avidez, tentando sorver o leite expesso e amargo que estava por vir. Quando percebeu que ele estava prestes a liberar, ela parou e pôs-se a massageá-lo com a mão, fazendo com que ejaculasse por todo o banheiro. Chão, pia, privada, parede. O Banheiro que já estava sujo e fétido, agora tinha cheiro de sexo.

Acendeu a luz e, notando a expressão de contentamento do rapaz, lavou-se, vestiu-se e, recomposta, saiu.

No dia seguinte, o dia em que ela deixaria o interior do Rio de Janeiro para nunca mais voltar, um caso antigo a procurou. Foi buscá-la no trabalho e de lá seguiram direto para o motel. Mal tiveram tempo de, sequer, dizer “oi”. Entraram aos chupões na suíte estandarte e partiram direto para a putaria. Agarraram-se, arrancaram as roupas. Ele a jogou na cama feito uma vagabunda e deu-lhe uma bofetada que a deixou com a marca vermelha da sua mão pesada na cara. Rasgou sua calcinha. A carne escorria. Pôs para fora o pau que a vinha fodendo nos últimos 2 anos e já sabia guiar-se até a cavidade sem a ajuda das mãos.

Primeiro o clássico “papai e mamãe”. Poucos segundos foram suficientes para que ela gozasse.

Na cama, ele a conhecia melhor que ninguém. Sabia lhe dar prazer como poucos souberam. Sabia que ela adorava quando a comia de quatro, sobre a cama, jogando seu peso sobre as suas costas frágeis. Foi o que ele fez. Montou em cima dela e enterrou o pau até o talo. Primeiro na boceta, depois no cuzinho. Ela adora dar o cu.

Ele podia ver, através do espelho, a satisfação que estava proporcionando. Ela, inerte, recebia suas estocadas, pedindo mais força e violência. Isso o apetecia ainda mais. Puxava-a pelos cabelos e apoiava toda a sua força em seu corpo. Suas pernas iam se abrindo cada vez mais com o peso.

Arquejavam. Gemiam. Gritavam.

Entre duas, três gozadas, pedia para que ele continuasse. Movimentavam-se os corpos em sincronia, enquanto ele, incansável, dava fortes tapas em seu traseiro. Ela soltava uivos desesperados. Infinita era a volúpia.

Várias vezes ele se segurou para não gozar, na intenção de prolongar o prazer da sua amante.

Apesar do avançar da hora, ainda restava um tempinho, antes que ela partisse dali para sempre.

Aproveitaram o máximo, até o último segundo.

Ela sentou-se por cima dele. Encaixou a boceta inchada no pau. Cavalgou, rebolou, esfregou, gozou. Gozaram.

Satisfeitos, tomaram banho, vestiram-se.
Despediram-se.
Ele a levou de volta ao trabalho e esta foi a sua última vez que ela trepou.

A mulher, a quem nunca faltou uma boa trepada, agora padece, necessitada daquela respiração ofegante ao seu ouvido, de um corpo roçando no seu, de uma língua em seus mamilos, de um beijo ardente, do impacto dos corpos se batendo, um contra o outro, de gozar com o pau dentro do cu, dos jatos de porra em sua cara, na sua boca, nas suas costas. Sente falta de ser agarrada pelos cabelos, de dar de quatro, feito uma cadela. Sente falta das bofetadas na cara e dos leves tapinhas estalando na bumda.

Tudo o que ela quer e precisa é de boa e velha trepada.
Os vibradores já não dão conta.
Perderam a graça.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Rosas vermelhas


Como de praxe, saiu de casa, pela manhã, para ir trabalhar. Vestia uma calça jeans surrada e uma camiseta pólo branca. Calçava um par de sapatilhas vermelhas e sua bolsa grande era de pano cinza. Entrou no ônibus. Em cinco minutos já estava no trabalho.

Até então ocorrera tudo como de costume: adentrou à sala, deixou a bolsa e os óculos sobre a mesa, pegou o copo de acrílico vermelho, foi até a copa, encheu-o d'água. Voltou à sala. Já tinha serviço. Começou a trabalhar.

Minutos mais tarde a porta se abre. Um senhor com um lindo bouquet de rosas vermelhas caminha em sua direção. As rosas eram para ela. Tomou um susto, sua face enrubesceu. O coração acelerou. Havia um bilhete. Estava assinado por ele.

O telefone tocou. Do outro lado da linha, ele a perguntava se havia gostado da surpresa. Claro que sim – respondeu, entusiasmada. Então ele se pôs a dizer lindas declarações. Ela sorria, maravilhada com aquilo tudo. Era a primeira vez que ouvia aquelas sentimentalidades. Durante todo o dia, irradiou felicidade. A alegria era tão grande a ponto de contagiar os colegas no trabalho e até os estranhos que passavam por ela na rua.

Final de expediente. Pegou o bouquet com cuidado e, sorrindo, foi embora. Chegou à casa. Para sua surpresa, lá estava ele a lhe esperar. Olharam-se, sorriram, abraçaram-se e ele, docemente, a beijou. Subiram abraçados e, até a porta do apartamento, ele foi beijando e mordiscando, carinhosamente, seus ombros e pescoço.

Entraram. Foram caminhando em direção ao quarto bagunçado. Em cima da cama, roupas, toalha, cremes, perfumes, maquiagens, cobertas e travesseiros. Jogou tudo no chão e ali se deitou com ela. Olhava, enternecido, os traços delicados do seu rosto, a vivacidade do seu olhar, a umidade dos seus lábios nacarados e bem desenhados. Seus olhos não cansavam de admirá-la. Ela não podia evitar o contentamento de ter aquele homem ao seu lado, observando-a, afetuosamente, sem parar. Ele acariciava os negros cabelos lisos da moça, com uma mão e, com a outra, alisava seu corpo esguio, de poucas curvas, macio feito plumas e suave como a mais pura seda. Em seu ouvido, sussurrava as mais belas palavras de amor. Jamais alguém lhe dissera coisas tão lindas como as que ele dizia. Bem devagar, com uma doce leveza, ele dava beijinhos em cada centímetro da sua face aveludada, mordiscava, a boca pequena e às vezes dava leves chupadinhas nos lábios, deixando-a completamente despida de seus sentidos. Ficaram horas ali, desfrutando daquele momento de afeto. Acabaram dormindo.

Já passava das 22h quando, primeiro que ela, ele acordou. Preparou uma taça de vinho e despetalou as rosas do bouquet que a presenteara. Com cuidado, para que ela não acordasse, tirou suas roupas, deixando-a completamente nua, e a cobriu com as pétalas vermelhas. Sentou-se ao lado dela e tomou um gole do vinho. Ao contemplá-la, dormindo feito uma criança, percebeu um leve sorriso em seu rosto desacordado. Decerto está sonhando – pensou. Ficou imaginando que tipo de sonho seria e com quem estaria sonhando. Provavelmente era um sonho bom, visto a satisfação revelada pelo riso.

Olhando atentamente cada detalhe do seu corpo, notou um fluxo cintilar entre suas pernas. Levou as mãos até o sexo e sentiu a umidade escorrendo da carne. Sentiu sede. Abriu devagar as pernas brancas, levou a boca até a fenda secreta, bebeu do líquido. O sonho misturava-se com a realidade. O sorriso se abriu ainda mais, evidenciando sua enorme exultação. A buceta estava suculenta e ele, sedento pela substância que emanava dali, sugava com avidez. Quanto mais sorvia, mais o líquido fluía. Ela, ainda dormindo, contorcia seu corpo, como demonstração inconsciente do arroubo que sentia naquela ocasião. Ele continuava a fazer-lhe carícias com a língua, buscando achar o pequeno botão escondido entre os lábios de carnes suculentas. Ao encontrá-lo, massageou, chupou, sugou, como que querendo arrancá-lo. Ela estava completamente molhada, tamanho era o prazer. A xana ficara vermelha e encharcada com o doce fluido cintilado que ela liberou ao gozar. Sim, gozou dormindo.

Embora estivesse feliz com o que acabara de proporcionar à sua amada, ele não estava completamente satisfeito. O membro estava duro e faminto pela parte apetitosa que acabara de saborear com a língua. Sua vontade era preenchê-la. O pênis estava inflamado, faminto, latejava sem parar. Ele não queria acordá-la, tão linda estava, esticada na cama, coberta de pétalas, regozijante. Parecia uma obra de arte intocável, contudo o desejo foi maior. A necessidade de perfurar a pequena gruta foi mais forte. Foi dominado pelos instintos e deleitou-se o quanto pôde até saciar-se por completo.

Agiu com delicadeza, para que ela não despertasse. A idéia de fazer amor com uma mulher adormecida aumentava ainda mais a sua fome. Começou beijando os pés, subindo pelas pernas, até chegar ao centro. Enterrou a cara no sexo e cheirou como um cachorro faminto, em busca da sua cadela no cio. Continuou subindo. Barriga, umbigo, seios. Enfiou-se entre os pequenos montes. Imediatamente os mamilos enrijaram-se e ele os acariciou com deliciosas lambidinhas. Mordia-os como se os tentasse arrancar. Ela adorava quando ele fazia isso. Mesmo dormindo, era visível o seu contentamento. Em seguida, derramou um pouco de vinho e, com sede, mamou. As sucções eram leves, gostosas. Fartou-se das pequenas tetas redondas, empinadas, de biquinhos rosados e arrepiados. Era a parte do corpo dela que ele mais gostava.
A volúpia crescia, o pau estava cada vez mais robusto. Ele sofria com a intensidade do seu desejo. Seu suor descia pelo corpo flamejante.
Continuou a desbravar as curvas escassas com a boca, com as mãos, com o próprio corpo. Ela ainda dormia, mas a euforia estampava seu rosto que revelava o quão satisfeita ela estava. Seu corpo estático tinha vestígios de prazer. Ela ardia em chamas. Ele podia sentir isso em suas próprias mãos, ao apalpa-la entre as pernas. Ela estava em êxtase, e ele cada vez mais abrasado, ansioso para enfiar-se dentro da única mulher capaz de saciar sua fome e seus desejos mais secretos.

Angustiado, em alvoroço e com os nervos aflorados, não agüentou. Abriu devagar as pernas da sua amante e perfurou-a. Movimentou-se com destreza por alguns minutos. Ao perceber que ia gozar, parou, mas continuou dentro dela. Voltou a se mexer. Em frenesi, retirou-se e jorrou o sêmem sobre o corpo nu e imóvel. Agora sim, ele estava completamente realizado.

Terminou de tomar o vinho. Vestiu-se. Molhou uma toalha e limpou o corpo da mulher que continuava a dormir como um anjo. As pétalas que a cobriam, espalharam-se pelo quarto. Em silêncio, ele as juntou, cobriu-a novamente e foi embora.

Acordou no dia seguinte. Achou que havia sonhado. Abriu um sorriso ao ver as pétalas sobre seu corpo. Virou-se para pegar o celular. No criado mudo, um botão de rosa vermelha, acompanhado de um bilhete. Maravilhou-se. O sonho foi real – pensou. Abriu o bilhete. Nele havia apenas uma frase: “eu te amo”. Não estava assinado.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais um conto

Saiu cansada do trabalho. Pensou em ir ao shopping. Na saída, ele estava a esperar por ela. Há dias não se viam. Quando a viu descendo as escadas, abriu um sorriso de orelha a orelha. Ela também ficou contente. Pela primeira vez, em quase um ano, ela sentira saudades dele.

Entrou no carro. Antes que ela colocasse o cinto de segurança, ele a agarrou e lhe deu um beijo.

Foram até a casa dela, onde divide as despesas do aluguel com uma amiga. Abriu a porta e lá estava ela, a amiga, estirada no sofá, vendo televisão. Entraram e foram em direção ao quarto. Sentaram na cama e, ali, com a porta aberta, conversaram por bastante tempo. Como suas costas estavam doendo, ela deitou-se, sem tirar a roupa nem o sapato, Ele, da mesma forma, a acompanhou.

Conversaram, deram boas risadas, até que, involuntariamente, ela encostou a mão no membro dele. Tomou um susto ao perceber que o instrumento estava duro feito uma rocha. Ela também já estava úmida, mas não queria que aquele encontro fosse mais que uma boa conversa entre amigos.

Em momento nenhum falaram sobre sexo ou algo que remetesse a isso. O simples fato de estarem conversando despertava o tesão dos dois. Continuaram falando como se nada estivesse acontecendo. Nenhum dos dois pensava em transar naquele dia. Ele queria apenas certificar-se de que ela estaria recuperada do baque que sofrera na semana anterior.

Após horas falando bobagens, ela o abraçou enternecida, e ele, carinhosamente, correspondeu. Ela começou a beijá-lo no pescoço, no rosto, sentia o cheiro daquele pelo qual já esteve apaixonada por muito tempo e que agora era apenas um amigo querido. Ele também a beijou no rosto, no pescoço, e a cheirava assim como ela o fazia. Num dado momento ele não resistiu e a beijou na boca. O beijo foi longo, suave, apaixonado. As pernas se entrelaçavam, os braços se abraçavam apertados e ali eles ficaram se beijando.

Ao final do beijo ele parou e a olhou fixamente, admirando cada detalhe do seu rosto. Ela também o olhava e observava seus olhos castanhos a contemplá-la. Nessa ocasião eles estavam ainda mais excitados. O sexo do homem continuava firme e sedento pela cavidade úmida da mulher. Seus mamilos se arrepiaram e da flor escorria o doce néctar que ele beberia com fervor dali a alguns instantes.

Ainda a encará-la, ele a tomou nos braços e a levou até o canto da parede. Eles se beijaram e, quando deram por si, ele já havia abaixado as calças e colocado para fora o pau que latejava incessante. Bem devagar ele perfurou a gruta que jorrava rios de desejo. Ela, a ponto de soltar um dos seus gemidos agudos, percebeu que a porta estava aberta e que a amiga encontrava-se na sala. Conteve-se. Transaram em silêncio, de pé. Ela de costas para ele, prensada contra a parede, e ele atrás, presenteando-a com suaves estocadas.

Ela tremia com o prazer proporcionado. Várias vezes foi ao céu e voltou. Sua cavidade derramava o delicioso mel a cada investida. Ele a puxava pelas ancas, movimentando-a para frente e para trás. A mulher, preenchida pelo grosso mastro, rebolava e mexia-se com sensualidade. Isso atiçava ainda mais o tesão dos dois sacanas.

À medida que iam se mexendo em sincronia, as respirações ficavam mais ofegantes, até que, num espasmo, sem controle sobre si mesmo, ela libera um doce gemido e o faz gozar. A amiga, assustada com o barulho, vai até a porta do quarto. Sem que eles percebam, ela observa aquele ato de volúpia e entrega.

Vendo aquela cena de erotismo e paixão, seu suor começa a escorrer por todo o corpo. Sua fenda dilata-se umedecida. Seu anseio é angustiante. Leva a mão à carne entre suas pernas. Com delicadeza, massageia-se enquanto observa, satisfeita, o ato obsceno do casal que, na situação em que se encontrava, já havia se esquecido da porta que estava aberta.

Grunhiam feito animais selvagens. A amiga sofria com aquilo e se masturbava como se estivesse estuprando a si mesma. A violência das mãos aumentava no mesmo ritmo em que o som dos gemidos se intensificava. Ela gozou uma, duas vezes, enquanto a mulher, no quarto, já havia tido múltiplos orgasmos.

Tirou o cacete esfolado de dentro da buceta vermelha, inchada, maltratada. Enfiou no cu. Ela não se assustou nem sentiu dor. Movimentou-se com ele lá dentro, enquanto ele ia cada vez mais fundo.

Enlouqueceram. A razão cedeu lugar ao desejo, à carne, à libertinagem. Ele se concentrou apenas em preencher aquele buraco apertado, que a cada enfiada, ia-se dilatando, facilitando a entrada do músculo enrijecido, de veias latejantes.

Ainda a observar, a amiga deliciava-se com o espetáculo. Por um instante ela pensou em entrar no quarto, mas só o fato de espiar já lhe trazia uma satisfação que ela desconhecia. Preferiu ficar escondida, desfrutando daquela cena que mais parecia uma pintura: os dois vadios, de pé, com os corpos enlaçados.

Continuava a penetrar a mulher por trás, fazendo-a, mais uma vez, atingir o auge. Ela rebolava cada vez mais forte e ele se encaixava dentro dela, tomando-a pela cintura com violência. Ela, insaciável, não queria que ele parasse. A depender dela, eles ficariam naquilo a noite inteira, para o deleite deles e da amiga escondida.

Ele tentava se segurar para não gozar dentro da pequena e apertada cova, escondida entre as nádegas macias. Ao perceber que não tinha mais como controlar o jato que estava por vir, tirou o membro lá de dentro, jogou a mulher na cama e esporrou sobre os pequenos e redondos seios.

Beijaram-se e se abraçaram enternecidos. A amiga, que estava a espiar, satisfeita com o que testemunhara, voltou ao o sofá e continuou a assistir à TV.